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Um pouco mais sobre reforço positivo Maio 20, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, educação, ensino.
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Em outro post abordei a questão do reforço positivo de uma forma bem ampla, inclusive citando que o pensamento foi disparado por uma entrevista vista por mim. Bem, com o passar do tempo e após algumas conversas com diversas pessoas resolvi me aprofundar um pouco mais na questão e acabei descobrindo aspectos e detalhes bastante interessantes sobre a questão do Reforço Positivo.

Um aspecto que gostaria de abordar, seguindo a minha temática rotineira de família, pais e filhos, é o uso do “Reforço Positivo” como ferramenta de educação. Num livro que li, tive contato com o conceito interessante que ajudará a entender o tema proposto. Nesse livro, foi conceituada a questão de como retemos determinadas imagens em nossa memória (não no aspecto fisiológico da coisa, mas sim psicológico). Diz ele que nossa lembrança é como o obturador de uma câmera fotográfica. Que quanto mais forte a incidência da “luz” mais nítida e bem impressa será a imagem no filme. Traçando um paralelo com a nossa memória, podemos dizer, seguindo o conceito do texto, que quanto mais forte a emoção envolvida no fato, mais bem clara será essa lembrança e certamente terá uma parte privilegiada em nossa memória.

Sendo assim, por nossa natureza, tendemos a priorizar as emoções mais negativas que as positivas. Um exemplo prático: você se lembra rapidamente de alguém que te fez alguma mal ou de uma situação ruim, mas dificilmente lembraria de quem te deu bom dia ontem de manhã.

Aproveitando este conhecimento e aplicando na questão do Reforço Positivo, vemos o quanto estes dois conceitos se complementam. Se, ao querermos educar nosso filhos, privilegiarmos os aspectos negativos, ERROS, ao invés dos aspectos positivos, ACERTOS, nossas crianças terão fortemente retidos em suas memórias imagens negativas de nós (famoso pai chato, brigão, etc). Mas ao trocarmos a abordagem por algo em que reforçamos os acertos, premiamos quando fazem algo correto, valorizarmos atitudes benévolas, etc, acabamos por aproveita suas janelas de memória para fixarmos boas lembranças e com isso gerando um laço que será muito importante durante a vida daquele individuo

Estes laços afetivos, uma vez construídos e nutridos, formam uma excelente base para o relacionamento entre pais e filhos, professores e alunos, etc. Um relacionamento forte, por conseqüência gera um estreitamento dos mundos permitindo um dialogo fluídico que será de extrema importância, pois a criança terá em nós um amigo, alguém que em sua lembrança sempre vem coisas boas.
Mas que uma coisa fique clara, o Reforço Positivo não significa só elogiar, deixar de lado a disciplina, significa, na minha opinião, uma diferente forma de fazer a mesma coisa. Mas se as coisas chegarem a um ponto perigoso a autoridade dos pais ou dos professores deve estar presente. Prefiro filhos chorando a morto ou entregue as drogas.

Pais Perfeitos existem ? Abril 29, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
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Familia, imagem escatologica

Hoje recebi um texto super interessante, cujo o autor dizia ser uma educadora a qual não me lembro o nome. Não o reproduzirei aqui pois gostaria de seguir a idéia que a leitura dele me trouxe e não sua interpretação em si.

Sempre em torno da questão da família, vejo hoje o quão danoso vem sendo nosso comportamento moderno para com nossas crianças. Hoje, buscamos um paradoxo de perfeição e excelência em tudo que fazemos, inclusive na atividade de pai (ou mãe). Não admitimos, em hipotese alguma, críticas que mostrem claramento nossos pontos fracos, ainda mais se este for o oficio de ser pai.

É claro que isso decorre de nossa arrogancia e prepotencia assumida ao longo dos tempos. Como nunca antes, temos conhecimento, dominio sobre diversos aspectos naturais, somos senhores de nossos destinos. Como nunca antes, ao contrario das previsões feitas nos desenhos dos Jetsons, trabalhamos mais do que antes, mesmo com diversas coisas para facilitar. Somos a máquina perfeita, não podemos falhar, imagine então, se poderíamos falhar na tarefa mais elementar que é de criar nossos filhos. JAMAIS !!!

A partir disso, nos posicionamos com força total contra qualquer um que desafie nossa perfeição paternal.”Quem pensa que é a fulaninha professora para dizer que meu filho não tem educação ?” Mal sabe o autor desta frase que o filho apenas segue seus passos, imitando, espelhando-se no sujeito que profere palavrões no transito, joga lixo no chão, ri da desgraça alheia, etc. Falo isso com propriedade… minha mãe é professora e conhece bem todas essas aberrações. Ouso dizer que se ela quisesse escreveria um livro digno de uma comédia dantesca.

Mas aonde desejo chegar com tudo isso ? Simples: estamos esquecendo que faz parte da natureza humana não ser perfeito, ou seja, errar. Entretanto, a beleza da coisa, é como nos posicionamos em relação a falha. Os inteligentes culpam os outros, os ignorantes ficam agressivos, os sábios veem nisso uma oportunidade de crescer, logo, assumem o erro e suas consequencias, se desculpam e seguem em frente. Logo, voltando ao nosso exemplo da professora, um bom pai, iria conversar com seu filho, perdir desculpas a professora, e tentar junto de sua criança aprender a melhorar.