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E a verdade os libertará … Maio 31, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, educação, família, natureza humana.
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Tomo a licensa poética de utilizar uma frase biblica para poder introduzir um assunto que gostaria de discutir hoje aqui. Tive neste últimos dias uma prova cabal de quanto essa frase tem força e retrada algo libertador.

Vivemos numa sociedade em que somos “obrigados” por diversas convenções a sempre sermos educados e tolerentas. A questão que isso com o tempo se deturpou e passamos confundir “doçura” com mentira e falsos sorrisos. Não sou a favor de passarmos a sermos rispidos em nossas relações, mas digo que se sempre agirmos em verdade, ela por fim nos libertará. Libertará no sentido que nos livrará do fardo de mantermos aparencia.

A mentira é uma prisão cruel pois vem como um solução rápida e simples para um problema.  Suas grade começam a eregir no momento que nos vemos obrigados a continuar com a história que cada vez mais aumenta, até o dia que ela se fecha e não existe mais saídas. O pior ainda vem quando essas mentiras se tornam “verdades” e formam parte de quem somos. É como construir um castela sobre uma duna de areia, onde a mentira representa um alicerce fraco e mal feito.

A visão libertadora da verdade está também no fato de nunca cairmos em contradição e de sempre termo uma linha guia de conduta continua, sem “rupturas”. A verdade permite que sejamos nós mesmo e que sempre que possível manifestemos nossas opniões sem medos ou receios pois sempre estaremos com a verdade. Minha mãe sempre dizia que quando estamos com a verdade ao nosso lado, temos o mundo  a conspirar ao nosso favor.

Sempre acreditei na doçura das palavras, mas não creio que a falsa educação seja um meio e sim uma prisão. Podemos escolher melhor como falar porém evitar sempre a mentira. Mentir não é a solução, qual seja a situação. A sinceridade é uma qualidade dificil de manter pois envolve duras escolhas pois nem sempre agraderemos a todos e por muito vezes seremos tachados como grossos, insensiveis e teremos “inimigos”. Entretanto insisto que um dia virá a tona a verdade e se nos mantivermos nele o futuro nos dará a razão.

Por fim vou terminar com uma frase da minha filha de 2 anos: “Mentir é feio, muito feio… faz mal “

Bem aventurados os mansos pois deles serão o paraíso… Maio 2, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, Jesus, bíblico.
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Bem aventurados ps que são brandos, porque possuirão a Terra (S. MATEUS, cap V, vers. 4)

A muito tempo temos a prática de valorizarmos os corajosos. os que nada temem e que não pensam duas vezes antes de “brandir suas espadas”. Vemos isso com uma qualidade que transportada aos dias de hoje, reflete no comportamento agressivo que é constato em diversos grupos.

Escuto várias vezes de amigos, jovens e etc várias histórias onde relatam seus atos de bravura ao se meterem numa briga sem motivo aparente razoavel que o justificasse. Isso, de uma forma um tanto oculta (que hoje já está mais aberto) , é incentivado pelos próprios país e amigos, como se isso fosse uma qualidade que deveríamos cultivar. A agressividade já foi uma característica util a nós quando eramos habitantes de selvas e cavernas e precisavamos nos defender de grandes animais.

Nossa sociedade evolui e novos valores nos permitem viver sem este aspecto tão grotesco do ser humano. Dentro dos próprios ensinamentos Cristão, a agressividade é vista como falha de caracter e a brandura como característica dos “herdeiros do paraíso”. Ouso afirmar que é preciso muito mais coragem para ser brando que agressivo, pois a mansidão é escolha racional e a colére desmedida é instinto nato do bicho homem.

A benevolência, a calma, a paz interior, produz uma afabilidade no próximo e acaba por promover um ambiente sereno e tranquilo. Já a ira, produz o justo contrário, criando uma vibração que sintonizada gera a discórdia, inquietude e desconforto. Sendo assim, entendo menos ainda por que nos demoramos em não mudar e nos libertar de tal aspecto.

Porém é valido ressaltar que não devemos confundir a brandura com a educação, pois são muitos que na lábio carregam a doçura de um sorriso falso e no coração o veneno do ódio. Exemplos não faltam e deixa para cada um enumerar os seus. Uma outra coisa que é importante diferenciar é a questão da obediencia e da resignação. A obediencia é fruto do medo e da racionalidade, já a resignição é fruto do “coração”, do amor. Ressalto estes pontos devido ao fato de que muitos poderiam afirmar que minhas conclusões são baseadas em apenas bons casos de mansos. Entretanto, existem diversos que parecem ser manso e não o são: possuem obediencia, educação, falam com palavras doces, em sociedade sempre sorriem, mas em seus interiores persiste um vulcão emocional preste a explodir. Posso falar que conheço bem isso pois sou um exemplo disso e é uma luta vencer isto.

Por fim deixo a lição do mestre máximo, Jesus, e faço um convite a todos a tentar buscar a brandura em todos os nossos atos diários.

Texto do Max Gehringer Abril 23, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, Trabalho, família.
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Tomo a liberdade de transcrever um texto que li do Max Gehringer, pois o acho pleno e muito importante para todos nós.

JESUS ERA ….. PERIPATÉTICO

(Max Gehringer)

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários.Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: ‘Para poder ensinar, antes é preciso aprender’ (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).
Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional – botar todo mundo numa sala – não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho. Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira.

Aliás, pensou alto: – Jesus era peripatético…

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto – disse a Laura.

- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo – emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.

- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento – ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.

- Mas eu até vejo uma razão para isso…

- Que é isso, Sales? Que razão?

- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.

- Não diga!

- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia…

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando: — Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas…

Por que vocês estão me olhando desse jeito?

- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem…

- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.

Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz.

Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico… Mas que cara é essa?… Peripatético quer dizer ‘o que ensina caminhando’.

E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário.Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.
Finalmente, aprendemos. Duas coisas. A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

(Artigo escrito por Max Gehringer publicado na Revista VOCÊ SA.)