Sem expectativas Junho 21, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia.Tags: expectativas, Filosofia, sabedoria
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Uma das coisa que tento mais me desvenciliar são as expectativas. Elas não são nunca boas pois sempre me colocam num posição de possível decepção.
Ter expectativas em relação a qualquer coisa ou pessoa nunca é saudável. No meu entender, isso só fomenta possiveis decepções e cobranças. Quando nada esperamos o que vier é lucro. Coloco isso pois ultimamente tenho passado por maus pocados pois criei expectativas infundadas em relação a pessoas e situações e hoje estou curtindo uma boa “fossa” pois nada aconteceu como desejava.
Pode parecer que estou maluco ao afirmar que não devemos esperar nada, parece num primeiro momento o mesmo que dizer que não devemos desejar nada, não ter ambição. Cuidado: ambição é uma coisa e expectativa é outra. Ambicionar é desejar, sonhar com algo, expectativa é esperar. Um é combustivel de ação outro é passividade.
Ao desejar ou ambicionar algo, criamos um motor que nos impulsiona para frente. Traçamos um objetivo, e passamos a desenhar nossas ações pautadas na meta. Esperar, é acreditar que alguém, algo , irá seguir ou acontecer de uma forma que gostaríamos. Ambicionar não é ruim, criar expectativa sim, pois ao querer tomamos a atitude e somos autores dos fatos, ao criarmos expectativas somos espectadores a crer que tudo pode ocorrer de uma forma.
Ao abidicar da expectativa nos tornamos imunes a decepção e passamos, quase que por consequencia, melhores seres humanos. No momento que nada esperamos, nada cobramos e com isso viver ao nossa lado se torna leve e simples. Cobranças são venenos a quaisquer relações e se elas não existem, é como se vivessemos num ciclo de lucro eterno. Tudo que nos é dado é suficiente, inexperado, etc.
Insisto que não se deve confundir as coisas. Viver sem ambição é ser nulo em termos de vida, mas viver sem expectativas é ser sabio e imune as doenças emocionais que dela decorrem.
Importância da Caridade Junho 8, 2008
Posted by aoqfonseca in bíblico, educação, família, natureza humana.Tags: caridade, Filosofia, Humano
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Outro dia recebi um texto sobre a questão da caridade em nossos tempos. É certo que nunca em quaisquer outras épocas se fez tanta ação pelo próximas mas também nunca houve tanta necessidade.
Mas não gostaria de falar sobre como a caridade é boa para mundo mas gostaria de analisar o quanto ela faz bem a quem a faz. Pode parecer estranho mas acredito firmemente que o maior beneficiado de uma cariadade é a quem a realiza e não quem a recebe. Quem é objeto da ação benevolente está precisando e por vezes aquilo é um paliativo para a situação que ele se encontra. Já o autor, fica embebido em aurea de graça e com um bem estar que perdura por um bom momento.
Muitos podem dizer que isso só acontece com alguns, mas insisto em dizer que quem realiza a caridade com o coração sem falso moralismo, sem querer nada em troca nem querer aparecer com aquele ato, experimento um sentimento impar que chega a ser dificil de explicar e entender quem nunca sentiu-o. É como se realizando tal ato, tivessemos acesso a algo excelsio, maior que nós, e este por sua vez nos trouxesse uma paz, uma alegria tamanha que nos faz esquecer de tudo mais e perceber o quanto somos mesquinos em pensarmos que nosso problemas são maiores do mundo, que somos infelizes, etc. Não confundam isto como se fosse um sessão de choque onde vemos alguém pior que nós. NÃO !!!
É algo que trancende estas mesquiarinhas. É algo que nos põe em uma esfera maior que nosso pequeno mundo.
Por isso,voltando a idéia central do texto, é uma experiencia que todos nós poderiamos tentar e verificar por nós mesmos. Mas antes vale a ressalve que tentem fazê-lo com um certo anonimato. Isto porque se fizermos longe dos olhos de alguém, sem grandes conhecimentos, evitamos a vaidade, o bobo orgulho que pode nos apoderar e estragar toda esta alegria e extase que nos arrebaterá.
Enfim por que não dizer que todos somos responsaveis pelo o nosso mundo… Tudo que acontece de bom e ruim é consequencia de nossas ações, porque não saimos hoje de nossa condição passiva de só reclamar e não passamos de vez para ação. Convido a todos a doar algo, mesmo que seja velho, a ir a alguem que esteja triste e precisando de um ombro ou abraço.
Muitos pensam que a caridade se prende somente a doações materiais, apoios a pobres, etc. Mas muitas vezes existem pessoas de grandes posses que precisam de nossa caridade afetiva, pois passam por grandes provações. Tolo será que julgar a caridade só pela doação, ela é muito mais desprendimento, abnegação pelo próximo. Não são poucas as situações que a vida nos pede um ato de amor pelo próximo, sendo este um abraço, um bom dia, uma palavra de coragem e incetivo, ou uma simples frase de “estou aqui, se precisar”…
Que façamos de nosso dias uma verdadeira ode a próximo e quem sabe não estaremos semeando um futuro de paz e alegria para nossas familias e filhos.
Que a Paz reine em vossos corações.
Ser um homem feminino… Junho 2, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, família, natureza humana.Tags: feminimo, Filosofia, liderança, mariano
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Muitos podem pensar que resolvi escrever uma ode ao homossexualismo, mas antes de concluir alguma coisa convido a ler o texto todo.
Como alguns que já leem o meu blog a um tempo sabem, sempre questiono alguns valores que vejo que nos são impostos cuja eficácia em gerar um sociedade sadia são questionável. Um desses valores são o aspecto exagerado masculino que temos. Isso não significa machismo e sim uma exagerada valorização do aspecto masculino em detrimento ao aspecto feminino.
Numa rápida “passada de olhos” em nossa história vemos que durante séculos valorizamos as características dos homens: coragem, virilidade, força, bravura, liderança de leão, etc. Esses simbolos são presente em tudo que somos hoje. E para mim, eles só trouxeram, guerras, fome, valores distorcidos, etc. Esquecemos o quanto poderosos e eficazes também são o jeito da mulher: a doçura, negociação, brandura, dissimulação, etc.
O poder yang foi necessário numa época onde tinhamos desafios diferentes dos atuais. Tinhamos que caçar para comer, defendermos dos inimigos, dos predadores. Mas com o passar do tempo, é com avanço tecnologia e social nosso, outros pontos deveriam ter sido usados mas erroneamente, no meu ponto de vista, continuamos com linhas antigas. Atualmente, esses valores, foram postos em xeque e uma mudança se faz urgente. Será que não é o momento de dedicarmos um tempo ao nosso lado “feminino”?
Não acho que devemos nos depilar, maquear, ficarmos vaidosos, temos sim que resgatar o lado bom de ser feminino: candura, forma calma no falar, negociar ao inves de lutar. Não é por acaso que cada vez mais as mulheres estão assumindo lideranças e sendo melhores que muitos homens. O problema que ainda insistimos em ser HOMENS.
Bem vou ficar por aqui e prometo desenvolver mais o assunto em outro post pois acredito que preciso fazer mais pesquisa. Pretendo convidar uma psicologa para post algo.
Textos da Arte da Prudência Maio 31, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, educação, livros.Tags: arte, Filosofia, Prudencia
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Já tem um tempo que não post nenhuma aforismo, então lá vai um novo:
Sem mentir, não dizer toda a verdade
Nada requer mais tato que a verdade, pois pode fazer sangrar o coração. Tão importante quanto dizer a verdade é saber calá-la. Com uma só mentira se perde toda a reputação de integridade…
Não está aqui dizendo para mentirmos mas aprendermos a dizer a verdade de um forma que não machuque ou que venha nos trazer inimizades.
Saber escolher as palavras é um dom. Para isso sempre conta a história sobre um rei que um dia sonhou que tinha perdidos os dentes menos um. Assim que acordou mandou chamar um adivinho e sábio para que interpretasse o que significava aquilo. Para tanto prometeu que daria a quem desse a melhor explicação o tesouro que escolhece.
Logo uma multidão de pessoas que diziam ser sábias ou adivinhas se fez chegar. O primeiro que entrou foi um heremita que após escutar atentamente o rei proferiu dizendo que todos os seus familiares morreriam. O rei ficou furioso e mandou que executassem imediamente o homem. E assim foram entranto um a um e todos pareciam ter a mesma conclusão sobre o sonho do rei. Até que um velho homem, muito experiente de vida, adentrou o salão real.
Era uma imagem aterradora pois haviam diversos corpos sobre o chão. O Rei logo pôs-se a contar seu sonho e o velho homem, quase que como todos, sabia que aquilo era um indicação que todos os membros da família iriam morrer, menos o rei.
Ao final do seu relato, já impaciente diante de tantos com a mesma afirmação, perguntou ao velho homem qual era o significado. O ancião então lhe disse: “Senhor terá uma vida longa e sobreviverá a todos os seus familiares”. O silêncio se fez presente e todos esperaram o veridicto do rei. Este permanecia com um semblante fechado e pensativo como que quisesse desvendar algum sentido oculto naquelas palavras. AO final apladiu o homem e ordenou que lhe dessem a paga pelo seus serviços.
A moral da história, assim como o aforismo disse, é que não precisamos mentir mas escolhermos bem como iremos dizer a verdade de forma simples e sem criar magoas.
Um pouco mais sobre reforço positivo Maio 20, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, educação, ensino.Tags: filhos, Filosofia, pais, professores, reforço positivo
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Em outro post abordei a questão do reforço positivo de uma forma bem ampla, inclusive citando que o pensamento foi disparado por uma entrevista vista por mim. Bem, com o passar do tempo e após algumas conversas com diversas pessoas resolvi me aprofundar um pouco mais na questão e acabei descobrindo aspectos e detalhes bastante interessantes sobre a questão do Reforço Positivo.
Um aspecto que gostaria de abordar, seguindo a minha temática rotineira de família, pais e filhos, é o uso do “Reforço Positivo” como ferramenta de educação. Num livro que li, tive contato com o conceito interessante que ajudará a entender o tema proposto. Nesse livro, foi conceituada a questão de como retemos determinadas imagens em nossa memória (não no aspecto fisiológico da coisa, mas sim psicológico). Diz ele que nossa lembrança é como o obturador de uma câmera fotográfica. Que quanto mais forte a incidência da “luz” mais nítida e bem impressa será a imagem no filme. Traçando um paralelo com a nossa memória, podemos dizer, seguindo o conceito do texto, que quanto mais forte a emoção envolvida no fato, mais bem clara será essa lembrança e certamente terá uma parte privilegiada em nossa memória.
Sendo assim, por nossa natureza, tendemos a priorizar as emoções mais negativas que as positivas. Um exemplo prático: você se lembra rapidamente de alguém que te fez alguma mal ou de uma situação ruim, mas dificilmente lembraria de quem te deu bom dia ontem de manhã.
Aproveitando este conhecimento e aplicando na questão do Reforço Positivo, vemos o quanto estes dois conceitos se complementam. Se, ao querermos educar nosso filhos, privilegiarmos os aspectos negativos, ERROS, ao invés dos aspectos positivos, ACERTOS, nossas crianças terão fortemente retidos em suas memórias imagens negativas de nós (famoso pai chato, brigão, etc). Mas ao trocarmos a abordagem por algo em que reforçamos os acertos, premiamos quando fazem algo correto, valorizarmos atitudes benévolas, etc, acabamos por aproveita suas janelas de memória para fixarmos boas lembranças e com isso gerando um laço que será muito importante durante a vida daquele individuo
Estes laços afetivos, uma vez construídos e nutridos, formam uma excelente base para o relacionamento entre pais e filhos, professores e alunos, etc. Um relacionamento forte, por conseqüência gera um estreitamento dos mundos permitindo um dialogo fluídico que será de extrema importância, pois a criança terá em nós um amigo, alguém que em sua lembrança sempre vem coisas boas.
Mas que uma coisa fique clara, o Reforço Positivo não significa só elogiar, deixar de lado a disciplina, significa, na minha opinião, uma diferente forma de fazer a mesma coisa. Mas se as coisas chegarem a um ponto perigoso a autoridade dos pais ou dos professores deve estar presente. Prefiro filhos chorando a morto ou entregue as drogas.
Lista de livros lidos Maio 16, 2008
Posted by aoqfonseca in livros.Tags: Filosofia, livros, saraiva
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Seguindo a tendência de 90% dos blogs e artigos que leio e também a pedido de alguns amigos e leitores, segue abaixo uma lista dos livros que li, estou lendo ou prentendo ler.
Acabei de comprar este livro e prentendo-lo lê-lo nas próximas semanas.
Esse é uns dos livros que recomendo a todos. Serve de base para vários pensamentos.
Esse livro é base de quase tudo que escrevo.
Livro que muita gente leu no colégio e para mim é um clássico.
Livro lindo com uma mensagem linda. Vale a pena qualquer um ler.
Mesmo autor do de cima e mesmo comentário. Vale a pena ler.
Juro que depois coloco mais, embora eu ache que a lista já tem um bom tamanho.
O homem que nada acredita aonde vai ? Maio 14, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, bíblico, família, natureza humana.Tags: crenças, Filosofia, homem, religião
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Gostaria de expor uma opnião bem pessoal que tenho em relação a uma coisa bem delicada: crença. Antes, acredito ser importante dizer que não pretendo defender nenhuma religião ou filosofia ou tipo de culto. muito menos julgar premissas e dogmas. Desejo apenas compartilhar um visão que tenho da relação do homem e uma crença.
Conceituo crença, como sendo algo em que se acredite. Uma idéia, um filosofia, um dogma, ou conjunto dos itens, etc.
Acredito que o homem que vive sem uma crença é um ser, por essência, perdido, pois não possui norte, nem direção a seguir. Parafraseando um livro que li: “Pela crença em nada, o homem concentra todos os seus pensamento, forçosamente, na vida presente“. Como alguém que em nada crê pode preocupar-se com o futuro ? Ele, filosoficamente, não acredita em nada, não possui objetivo, vive o presente como se não houvesse amanhã e nem razão de “poupar” para este suposto futuro. Isso é a base para o egoísmo e de certo, ao menos, explica-o. Podemos pensar que é como um trem sem destino, um carro sem ponto de chegada; ele simplesmente atravessa a estrada, sem preocupar-se no tempo, no combustivel, etc e ao mesmo tempo que não existe destino, também não existe guia, não existem caminho certo a seguir.
O ser sem uma filosofia, sem nada em que acreditar, é vazio de principios. Suas definições, de certo ou errado, são baseadas em estruturas vazias. Como dizer para uma pessoa que não acredita em nada que é errado matar, roubar, enganar, mentir…. Seu único norte acaba sendo o medo, talvez. Medo das consequencias de seus atos: ser preso, ser agredido, etc, se o sujeito possui estes receios (pode não ter, poder estar alienado, etc).
A coisa piora quando temos um número representativo de pessoas sem crenças. Pois daí advem o caos social. imagine agora, sem um povo descobre que todos serão desimados em uma semana e que não restará ninguém vivo. De certo que esta pessoas vão esquecer de suas obrigações, valores morais. Farão uma verdadeira bagunça e por certo nada “restará em pé”. Alguns, cuja a crença é mais forte, certo se recolherão e buscarão a paz de suas filosofias. Neste simples exemplos, vemos o quão danoso é esta constatação de falta de crença, de um certo modo esperança, de nossa sociedade.
Um outro ponto é que, a falta de destino gera um vazio. Vazio este que acaba sendo preenchido, como já dito, pelo imediatismo e, principalmente, na minha opnião, pelo egoísmo. Assim, já não existirá mais espaço para a cordialidade, para a solidariedade, para compaixão, amizade. Não existirá respeito. E se pararmos para reparar, não seria algo semelhante que estamos vivendo agora ?
Para mim, todos nós, precisamos de algo em que acreditar e que seja algo que traga valores éticos e bons. Um bom começo é uma religião.
Estupidez Humana Maio 4, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, guerra, natureza humana.Tags: Filosofia, guerra, paz, ser humano
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Hoje acabei tendo mais uma de minhas insônias e com isso fui para sala ver televisão. Nisso acabei vendo um filme sobre guerra que acabou servindo de estopim para um pensamento que me tomou e me senti obrigado a escrever algo.
Muito se diz sobre guerras mas pouco se fala da estupidez humana que elas revelam. Não preciso dizer o quanto as guerras são violentas e quantos crimes são cometidos em seu nome. Mas um certo ponto de vista acaba sendo revelador. Nelas fica muito evidente nossa estupidez.
O ser humano se vangloria de ser, hoje, a raça mais avançada do planeta. Somos capazes de conversar, escrever, entender o mundo que nos cerca, modificá-lo de forma a melhor adapta-lo a nossos desejos e necessidades. Entretanto, ainda possuímos nosso aspecto bestial. Ao mínimo estimulo, matamos um irmão, estupramos, roubamos, agredimos, etc. E isso acontece todos os dias, a todo momento, e as provas estão estampadas em todos os jornais. Claro que nas guerras isso fica mais latente e com certeza o ambiente ajuda no despertar deste lado negro.
Mas oque mais me espanta é ver em diversos meios a apologia a este atos, como se eles fossem atos heroícos de homens que lutavam por ideais,. Acho isso uma loucura, pois ao mesmo tempo que se condena isso, quando colocamos em outro contexto matar, roubar, agredir, vira ato de heroismo.
Peço desculpas se parece meio confuso mas é que este assunto mexe bastante comigo. Isto porque ele trata de um aspecto que mais repudio e procuro evitar que são os heroímos dos brutos… Exemplos? Rambo, Arnold, filmes da segunda guerra, etc.
Bem vou ficando por aqui e prometo que um dia paro e escrevo algo com mais sentido e com alguma mensagem positiva.
Trabalho de formiguinha Abril 30, 2008
Posted by aoqfonseca in Uncategorized.Tags: Filosofia, formiga, paz, religião
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Ontem estava lendo um livro e uma passagem em particular me chamou a atenção. Tal parte falava sobre como ainda somos infantis e imaturos em relação a como conduzir nossas vidas. Segundo o autor, prefirimos crer em soluções fantasiosas povoadas por heróis e atos de coragem sublime que simplesmente aceitar o fato de nossa salvação está no trabalho de “formiga” diário (me refiro a salvação moral sem me ater a qualquer aspecto religioso).
Como no conto da formiga e a cigarra, feliz são aqueles que aprendem que o trabalho dignifica o homem, sendo o conceito de trabalho, aqui abordado, mais amplo que simplesmente fazer algo por salário. Nossa estrada de paz é feita de pequenas atitudes diárias, de um esforço cotidiano de sempre fazer o bem e controlar nossos instintos. São nos pequenos gestos de sorrir quando se está triste, de não responder uma ofensa, de não ficar nervoso com um pequeno problema e etc… que reside o grande trabalho que nos leva a um vida moral feliz.
Muitos crêem na visão do sacrifício heroíco. Acreditam que podem seguir a vida sem se preocupar, pois em determinados momentos irão se expor a um esforço homérico e tudo estará salvo. Esses esforços, por exemplo, são as tolas crenças de que basta ir a igreja que a “dívida” estará paga, que o sofrimento extremo leva o ser a purificação de seus atos, e todo esse tipo de besteirol. Eu discordo completamente disso, pois reforça a tese que “uma vela compra sua tranquilidade moral”. Esse mesmo tipo de gente, vive uma vida de contradições, porém, como vão sempre a algum lugar, ou fazem um gesto de doação, ou algo do genero, tudo fica bem e é como se nada tivesse acontecido. Mas ao serem fechados no transito não hesitam em gritar impropérios, não sedem um lugar no metrô para um idoso (chegam fingir que estão dormindo), são racistas ao extremo, traem suas esposas, etc.
Para mim, a liberdade e paz advem das pequenas coisas, dos pequenos exercícios diário imperceptivel. Creio que seja a hora de abrirmos mão desta visão de grandiosidade e esforços herculanos e começarmos a ver que um bom caminho é prestar atenção no minimo. Um bom começo pode ser dar bom dia ao seu vizinho.
"Tu és responsavel por aquilo que cativas" Janeiro 24, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, natureza humana.Tags: blogs, expressão, Filosofia, pequeno principe
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Sei que a principio pode parecer tolices ou mera dialética , mas para deixar claro a minha mensagem gosto de falar de uma passagem da bíblia onde Jesus fez uma de seus primeiras pregações. Enquanto falava sobre o reino dos céus e a quem ele pertencia, um espião de Roma, para verificar suas intenções, lhe perguntou o que deveriam fazer os hebreus em relação aos impostos cobrados. Jesus, sabia de antemão o alcance de sua palavra e procurou responder de forma bem cuidadosa a esta pergunta . Pegou uma moeda da época e perguntou de quem era a imagem na moeda . Todos responderam que se tratava de Cesar. Então disse ele – ” Dais a César o que é de César”
Isso mostra que nem sempre são importante as nossas intenções nos textos e sim como os textos são interpretados. Outra famosa frase que pode nos remontar a este pensamento seria – ” Dar pérolas aos porcos” -não que todos sejam “porcos”, mas nem todos podem perceber a simplicidade em querer somente informar e acabam adotando o que escrevemos como dogma e não interpretarem como gostaríamos os nosso textos.
Como ja disse um autor cujo o nome não me lembro: ” Os textos são amorfos enquanto escrevemos-os, somente tomam vida ao olhar dos leitores. Assim procuro me posicionar sempre nos dois lugares, ora como quem escreve ora como que lê”. Logo, as mensagens e idéias que um artigo carrega somente é finalizada quando ele é lido e interpretado, por isso um mesmo texto a diferentes olhos pode dizer coisas antagônicas.
Por fim gostaria de concluir que precisamos ter cuidado com que escrevemos pois podemos não ter a mínima idéia do alcance de nossas opniões e como elas afetam os demais. Espero ter sido suficientemente claro.