Filhos são para sempre Agosto 11, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, educação, família, filhos.Tags: família, filhos, mãe
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Em uma conversa ouvi uma pessoa dizer que estava com problemas com seu filho e que não aguentava mais e possívelmente iria entregá-lo ao pai, já que são separados. Ao escutar tal afirmação meu coração gelou pois vi uma mãe desesperada mas ao mesmo tempo despreparada para tal missão.
Correndo o risco de ser repetitivo ou plagiador, ser pai ou mãe é algo sagrado. Não por questão de origem religiosa porém pelo fato de ser algo que se “é” pelo resto da vida. Não é algo que diante a uma adversidade abidicamos e seguimos como se nada tivesse acontecido. É uma missão para o sempre. Ao tornarmos responsável por uma vida não podemos simplesmente abandona-la. Devemos nos auto-avaliar e verificar se o problema não somos nós, nosso exemplos, nossas reações.
Voltando o caso que citei, o “gatilho” de tal afirmação veio do fato da mãe está decepcionada com seu filho que está com um comportamento horrível: mente, não cumpre com suas tarefas, está mal na escolha, etc. Ela teme que tenha perdido o respeito dele pois não consegue mais conversar. O filho literalmente a despreza. Diante a tal cenário,é compreensível o sentimento da mulher pois, sentido-se impotente aos fatos, como qualquer ser humano, se “encolhe” e procura uma posição de conforto e por fim a fuga. Entretanto, acredito que não seja este o caminho para ajudar a criança.
Antes de mais nada é preciso nos colocar em “xeque”. Sei que sempre falo isso, porém é preciso entender o quanto isso é importante. Ao se colocar em questionamento sobre si mesmo, tomando uma posição de observador externo de nós, temos a chance de verificar qual é a imagem que estamos expondo para os demais. Isso nos ajuda a entender as reações dos outros para conosco e suas conclusões em relação a nós. É óbvio que isso vale para nossos filhos. As crianças são nosso melhor espelhos ! Nos observam o tempo todo; prestam atenção aos minimos detalhes de gestos, palavras,etc. Tolo é aquele que substima a inteligencia dos pequenos.
Em seu autoquestionamento é importante encontrar as respostas as seguintes perguntas: quem sou eu para os outros ? quais são minhas atitudes ? Oque minhas reações falam sobre mim ? Quais são os exemplos que estou dando aos meus filhos ? … A partir desta meditação que podemos novamente encarar a situação quem sabe como uma visão do problema. Possívelmente verá esta conhecida que em grande parte o problema é ela.
Como podemos cobrar respeito se não respeitamos ? Como podemos cobrar comprossimos se não somos compromissados com nossas coisas ? Como pedir que façam algo se nós mesmo não fazemos ? Como pedir para que sigam uma regra se somos os primeiros a quebrá-la?
Salvar um filho de uma situação como essa exige muito sacrificio e uma mudança radical de atitude. Na maioria dos casos é certo que o problema estava na mãe/pai. Os filhos estavam sendo apenas “espelhos” dos pais. Se deseja que seu filho cumpre seus deveres assuma as rédias e todos os dias converse com ele. Cobre, faça-o, caso possível, realizar as tarefas contigo, assuma a vigilancia. Se existe um conflito, adote a estratégia de paz e mude, surpreenda seu filho, chore, diga que o ama, que está perdido, que não deseja que ela/ele siga tal caminho, pois teme o mal que ele possa colher no futuro.
Vamos tentar educar pelo amor e exemplo. E desistir de nossos pequenos jamais. Pois eles são oque melhor temos a deixar para o futuro da humanidade.
Um pouco mais sobre reforço positivo Maio 20, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, educação, ensino.Tags: filhos, Filosofia, pais, professores, reforço positivo
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Em outro post abordei a questão do reforço positivo de uma forma bem ampla, inclusive citando que o pensamento foi disparado por uma entrevista vista por mim. Bem, com o passar do tempo e após algumas conversas com diversas pessoas resolvi me aprofundar um pouco mais na questão e acabei descobrindo aspectos e detalhes bastante interessantes sobre a questão do Reforço Positivo.
Um aspecto que gostaria de abordar, seguindo a minha temática rotineira de família, pais e filhos, é o uso do “Reforço Positivo” como ferramenta de educação. Num livro que li, tive contato com o conceito interessante que ajudará a entender o tema proposto. Nesse livro, foi conceituada a questão de como retemos determinadas imagens em nossa memória (não no aspecto fisiológico da coisa, mas sim psicológico). Diz ele que nossa lembrança é como o obturador de uma câmera fotográfica. Que quanto mais forte a incidência da “luz” mais nítida e bem impressa será a imagem no filme. Traçando um paralelo com a nossa memória, podemos dizer, seguindo o conceito do texto, que quanto mais forte a emoção envolvida no fato, mais bem clara será essa lembrança e certamente terá uma parte privilegiada em nossa memória.
Sendo assim, por nossa natureza, tendemos a priorizar as emoções mais negativas que as positivas. Um exemplo prático: você se lembra rapidamente de alguém que te fez alguma mal ou de uma situação ruim, mas dificilmente lembraria de quem te deu bom dia ontem de manhã.
Aproveitando este conhecimento e aplicando na questão do Reforço Positivo, vemos o quanto estes dois conceitos se complementam. Se, ao querermos educar nosso filhos, privilegiarmos os aspectos negativos, ERROS, ao invés dos aspectos positivos, ACERTOS, nossas crianças terão fortemente retidos em suas memórias imagens negativas de nós (famoso pai chato, brigão, etc). Mas ao trocarmos a abordagem por algo em que reforçamos os acertos, premiamos quando fazem algo correto, valorizarmos atitudes benévolas, etc, acabamos por aproveita suas janelas de memória para fixarmos boas lembranças e com isso gerando um laço que será muito importante durante a vida daquele individuo
Estes laços afetivos, uma vez construídos e nutridos, formam uma excelente base para o relacionamento entre pais e filhos, professores e alunos, etc. Um relacionamento forte, por conseqüência gera um estreitamento dos mundos permitindo um dialogo fluídico que será de extrema importância, pois a criança terá em nós um amigo, alguém que em sua lembrança sempre vem coisas boas.
Mas que uma coisa fique clara, o Reforço Positivo não significa só elogiar, deixar de lado a disciplina, significa, na minha opinião, uma diferente forma de fazer a mesma coisa. Mas se as coisas chegarem a um ponto perigoso a autoridade dos pais ou dos professores deve estar presente. Prefiro filhos chorando a morto ou entregue as drogas.
Família e os jovens de hoje Maio 11, 2008
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Gostaria de transcrever um texto do livro Filhos Brilhantes, Alunos fascinantes de Augusto Cury para fundamentar uma opnião que desejo mostrar depois.
Os jovens sempre foram contestadores, sempre discordaram dos erros dos adultos, sempre lutaram positivamente pelo que pensam. Hoje é raro! Muito deles amam o sistema social criado pelos adultos, sistema que os transforma em consumidores, que sufoca a sua identidade, seus projetos.
É a geração que quer tudo rápido, pronto, sem elaborar, sem batalhas para conquistar. É a geração que não sabe unir disciplina aos sonhos, que procurar usar processos mágicos para lidar com suas frustações, que tem dificuldade em pensar antes de agir…
[Cury, Augusto - Filhos Brilhantes, Alunos fascinantes, Editora Academia de Inteligência, 2006]
Por muitas vezes, em conversas, textos, palestrações, expûs que sou um partidário da “velha” educação. Isso não quer dizer que sou contra as mudanças, sou contra a forma que as coisas estão hoje. Logo, sempre fui um contestador, nunca aceitei de forma fácil quaisquer que sejam as coisa a mim passadas, isso tenho muito a agradecer meus pais. Oque vejo hoje é algo que me assusta e mostra que os adolescentes atuais já não tem este gosto, preferem “aceitar” tudo pacificamente, permitindo serem comprados por mimos, etc.
O ato de questionar é um motor do ser humano. Através do questionamento que evoluímos, aprendemos, tomamos consciência do todo que nos cerca. Ao inibir isso, estamos matando nossa essência e com isso deixando, em parte, de sermos homens para nos tornarmos algo que não sei oque é ainda. Não falo da rebeldia do simples querer, que poderíamos classificar como mimada, falo da rebeldia de idéias, do gosto de revolucionar o mundo, de “destruir” tudo e refazer ao seu jeito.
O consumismo impera e com ele vem suas doenças: stress, psiquismos, disturbios alimentares (anorexia, bulemia, obesidade), etc. E nós adultos, mergulhamos nossos jovens nessa caldeira, evenenando suas almas e apagando deles o traço mais belo que é o de não concordar. Vejo jovens que aceitam tudo, não querem transgredir, querem apenas viver tudo, sem custo, sem esforço, é a geração fast-food, não a tempo a ser perdido com estudos, concentrações, devaneios, contemplação….
É a época das facilidades, onde impera a lei do menor esforço. O importante de hoje é o “agora”, o futuro é amanhã e não importa. O passado é algo esquecido. Não existe mais história. Tudo é instantaneo. Não se saboreia nada, tudo deve ser digerido o quanto antes possivel.
Os responsáveis por este loucura é essa sociedade de valores torpes, cujo os meios difusores, apenas mostram consumismos, sexualidades deturpadas, apologias a banditismo, heroismos baratos, esperteza acima da gentliza, etc. A questão é aonde vamos chegar com tudo isso.
Ouvi de um professor da faculdade que os alunos chegavam cada vez mais fracos. Não estudavam, não entendiam que antes de colher é preciso plantar. O esforço faz parte da vitória. Querer é poder, entretanto se só ficarmos no querer, no desejo, no sonho, nada acontece, é preciso trabalho, perseverança, suor. E isso a nova geração não quer mais, não acredita mais. Preferem, ser adultos rápidos.
Precisamos tomar consciencia do ponto de chegada desta estrada que trilhamos e ver se não estamos caminhando para o fim. A violência impera, jovens de classe média e alta vão para vida de bandido em busca de emoções mesmo não precisando do dinheiro e sem motivos sócio-economicos. E tudo isso porque ? Porque, como país, somo nulos em ensinar, em passar valores como esforço, trabalho, etc. Somos péssimos exemplos, pois não respeitamos lei alguma e acreditamos que com dinheiro podemos tudo.
Mais do que nunca é preciso repensar-nos como educadores, como fomemtadores de idéias e valores, e nos colocar em “xeque”. O estado que nos encontramos hoje, só nos indica que falhamos em nossa tarefa de construir um futuro, porém ainda existe esperança. Em cada nova vida, está uma nova oportunidade de fazermos diferente e aí reside a pergunta : E você não vai fazer nada ?
Por fim faço um convite para ler o livro citado acima. Ele pode ser a chave que falta para abrir uma nova dimessão de compreensão e “verdades libertadores” a todos. Fiquem em paz e que haja luz sobre nós hoje.
Pais Perfeitos existem ? Abril 29, 2008
Posted by aoqfonseca in Uncategorized.Tags: crianças, educação, família, filhos, pais
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Hoje recebi um texto super interessante, cujo o autor dizia ser uma educadora a qual não me lembro o nome. Não o reproduzirei aqui pois gostaria de seguir a idéia que a leitura dele me trouxe e não sua interpretação em si.
Sempre em torno da questão da família, vejo hoje o quão danoso vem sendo nosso comportamento moderno para com nossas crianças. Hoje, buscamos um paradoxo de perfeição e excelência em tudo que fazemos, inclusive na atividade de pai (ou mãe). Não admitimos, em hipotese alguma, críticas que mostrem claramento nossos pontos fracos, ainda mais se este for o oficio de ser pai.
É claro que isso decorre de nossa arrogancia e prepotencia assumida ao longo dos tempos. Como nunca antes, temos conhecimento, dominio sobre diversos aspectos naturais, somos senhores de nossos destinos. Como nunca antes, ao contrario das previsões feitas nos desenhos dos Jetsons, trabalhamos mais do que antes, mesmo com diversas coisas para facilitar. Somos a máquina perfeita, não podemos falhar, imagine então, se poderíamos falhar na tarefa mais elementar que é de criar nossos filhos. JAMAIS !!!
A partir disso, nos posicionamos com força total contra qualquer um que desafie nossa perfeição paternal.”Quem pensa que é a fulaninha professora para dizer que meu filho não tem educação ?” Mal sabe o autor desta frase que o filho apenas segue seus passos, imitando, espelhando-se no sujeito que profere palavrões no transito, joga lixo no chão, ri da desgraça alheia, etc. Falo isso com propriedade… minha mãe é professora e conhece bem todas essas aberrações. Ouso dizer que se ela quisesse escreveria um livro digno de uma comédia dantesca.
Mas aonde desejo chegar com tudo isso ? Simples: estamos esquecendo que faz parte da natureza humana não ser perfeito, ou seja, errar. Entretanto, a beleza da coisa, é como nos posicionamos em relação a falha. Os inteligentes culpam os outros, os ignorantes ficam agressivos, os sábios veem nisso uma oportunidade de crescer, logo, assumem o erro e suas consequencias, se desculpam e seguem em frente. Logo, voltando ao nosso exemplo da professora, um bom pai, iria conversar com seu filho, perdir desculpas a professora, e tentar junto de sua criança aprender a melhorar.
Onde está a família ? Abril 21, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia.Tags: família, filhos
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De novo um fato nos jornais me pôs a repensar certas coisas da vida cotidiana. Os noticiários tem dado amplo destaque ao mais novo fato da moda: a morte da pequena Isabella onde os suspeitos são o pai e a madastra. Não quero me por a analisar os fato e nem a emitir opniões sobre se creio na culpa deles ou não, mas gostaria de aproveitar o instante e revisitar um tema, que acredito já tenha falado: queria falar da família.Tenho visto um cruzada que tem como objetivo o fim da base fundamental, na minha opnião, da sociedade humana. Isso é em todos os lugares que olho : novelas, jornais, livros, entrevistas, etc.
A familia é a primeira sociedade do ser humano e através dela que nós aprendemos as primeiras regras de boa convivência. Pelos pais, avós, parentes, vem os primeiros valores que vão se tornar a pedra fundamental sobre onde será construido nosso castelo moral. Neste momento que os exemplos que nos são dados, formam os primeiros nó da grande trama do que seremos. Disciplina, respeito, amor ao próximo, tudo isso, vem, sem sombra de dúvida, num primeiro momento, da família. Renegar isso, é simplesmente, delegar nossa tarefa a outros e culpar televisão, determinados programas, desenhos, etc, por uma possível disvirtuação é esquecer que a tarefa de educar é, também, no início, orientar e filtrar oque chega as crianças.
Vejo um monte de país perdidos, buscando ajuda em tudo que podem, por não saberem mais como criar os seus filhos. Ao mesmo tempo, mergulham em trabalhos insanos, na desculpa de proporcionar um mundo melhor, e deixam a tarefa de educar para canais de tv, babas, etc. Depois, gastam fortunas em psicologos para poder entende-los, sendo que se esquecem do básico, esquecem que o erro está lá trás… no momento que esqueceram da família.
Hoje um casal não pensa duas vezes antes de divorciar. “O importante é a felicidade própria, os filhos viverão melhor assim” - escuto muitos dizer. Mas porque então casaram? Porque não conversaram durante o relacionamento antes de partir aventuras e amores diverso ? Onde está o bom e velho costumes e a capacidade de compreender e fazer sacrificios ? Não defendo que sejamos submissos e sim que defendamos a familia e suas bases, pois sem ela, é o caos.
Tudo que temos vivenciados, podemos, sem errar, associar como causa, em parte é claro, a desestruturação da familia. Mães solteiras; divorcios, pais sem amor ou por acidente, etc.
Precisamos resgatar velhor costumes e repensarmos no que estamos fazendo a nós mesmo e ao nosso futuro. Filho hoje é criado pela escola, pela tv, menos pela familia. Filho mata pai, mata mãe, pai mata filho, mãe mata filha, etc… tudo isso porque a familia como elemento básico e sagrado não existe mais.
Nã o vejo mais quase nenhuma família onde as refeições devem ser feitas juntas; onde se conversa… O individualismos é geral. O pai chega em casa, vai ver jornal, o filho joga videogame no quarto sozinho e a mãe ou está junto do pai vendo jornal ou está no quarto dela vendo um DVD, novela, ou outra coisa. Qual futuro terá essa familia e qual futura essa familia dará a criança ?
Não vou me estender muito, não sou um especialista, nem um bom exemplo, mas fica aqui minha visão das coisas e espero que possa tocar alguém.