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Pais, televisão e nossos filhos Fevereiro 17, 2009

Posted by aoqfonseca in educação, família.
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Tenho acompanhado pela audiência do blog tem sido grande para os textos que falam de família, jovens, e assuntos afins. Isso me causa uma grande alegria pois indica que um bom número de pessoas estão preocupadas, tanto quanto eu, com a questão do futuro da família, juventude, educação, etc.  Confesso, caso alguns ainda não tenham percebido, não sou um especialista no assunto: não sou professor, pedagogo, psicologo, sociologo, antropologo, etc…. Sou apenas um homem que se interessa pelo tema e, o mais importante em minha opnião, sou pai.

Acredito que o fato de ser pai me credencia, no mínimo, a emitir minha opnião sobre o assunto.  Todos os dias sou, e ouso dizer, somos confrontados com inúmeras situação que exigem de nós profundos conhecimentos, reflexões e rapidez de raciocínio  que muito dos profissionais acima citado.  Para não ficar vazio, cito um exemplo que passei:  estava com minha filha na sala de minha casa brincando, quando ela, pegou dois de seus bonecos e simulou que eles se beijavam. Até  isso, tudo ok, não ? NÃO !  O tal beijo teve direito, inclusive, a sonoros estalos e sons que imitavam o barulho das linguas se entrelaçando.

Imediatamente depois, procurei desfazer minha cara de susto (graças ao alerta de minha esposa) e num sorriso amarelo, perguntei a minha menina, onde ela tinha aprendido ou visto aquilo.  A resposta foi um tanto óbvia: na televisão. Mas a culpa foi da novela ou quaisquer outros programas que ela tenha visto ?

Em minha, humilde forma de pensar, não ! A culpa foi minha. A culpa foi de minha esposa. A culpa foi de minha sogra e sogro (a minha filha estava na casa dos avós).  Enfim a culpa foi da família.

Uma coisa bastante recorrente e que tem tido um grande vulto nos últimos tempos, é a discussão da questão da programação dos canais de televisão, principalmente, abertos.   Muito se fala na banalização do sexo, da sensualidade exarcebada vista nas novelas, programas, etc, na violência gratuita,  na deturpação dos valores, etc.  Concordo com a maioria que conduz e defende tal discussão, que a mudança e reflexão é necessária. Entretanto, ela não descarta a responsabilidade da família na educação dos filhos. Oque tenho mais visto, são pais que “deixam” a tarefa de educador com a televisão.  As primeiras palavras, contar números, cores, etc, tudo isso é a televisão que acaba ensinando. Não encontro ninguém que me diga que antes de dormir, lê um história para seus filhos; que brinca com ele utlizando a brincadeira como forma de ensinar; desenhe com seu filho… etc. Tudo fica a cargo do externo. Sendo assim, quando a educação falha, é fácil culpar a televisão, embora, a maior responsabilidade seja nossa.

Cabe aos pais a tarefe de, até onde pudermos, realizar o filtro. De procurar direcionar nossos filhos para que assistam programas de boa qualidade. E acreditem em mim quando digo que eles existem.  Cabe aos pais, também, a tarefa de educar… de desligar a tv e de conversar, brincar, passar um pouco de tempo, ao lado de nossas crianças e ensiná-los valores, regras, conhecimentos…  Cabe aos pais impor os limites, de disciplinar os filhos.  Essas não são tarefas simples e normalmente, exigem sacrifícios que não muitos estão dispostos a fazer, mas tem que ser feito.

O fato de não estarmos fazendo isso, resulta na geração “perdida” que temos. Pessoas sem rumo, consumistas, sem valores, onde o único deus é a TV, etc.  É preciso mudar e para mudar é preciso coragem em força de vontade para promover as alterações necessárias.

Post de fim de ano Dezembro 10, 2008

Posted by aoqfonseca in família, filhos.
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Neste final de ano existe muita coisa interessante e bonita que gostaria de escrever sobre aqui no blog.  Logo, como o tempo é curto e o espaço não muito grande, escolher  somente uma para falar não é nada fácil e quase uma tarefa herculana. Este ano que passou, pelo menos para mim, foi um período marcado pela palavra sacríficio. Sacrificamos nosso tempo, sacrificamos nossa saúde, sacrificamos nosso convívio familiar, enfim foram diversos sacrifícios feitos ao longo desses 12 meses.

A palavra “sacrifício” tem a seguinte etimologia (significado):

A palavra é derivada da expressão latina sacre facere (fazer sagrado) e peo costume está associada a ritos de imolação de animais ou de destuição de oferendas feitas à divindade. Caracteriza rituais em que um ser profano é feito sagrado por uma inversão radical de suas marcas características, implicando uma transformação substancial

Ufa é bem grande esta definição (fonte artigo encontrado no Google – busque por etimologia palavra sacrifício).

Logo, me deterei na definição inicial, na raiz da palavra:sacro oficio. Sacrificar é, ao meu entender, realizar um trabalho santo; um grande altruísmo. É o realizar algo que por vezes, pode nos trazer o desconforto, a tristeza, de deixar de fazermos algo para nós pelo bem de outrem ou outros (trabalho por exemplo).  Por fim, para mim, e no caso desse post, quero frisar a questão do sacrificio pelo trabalho.

Muitos dos que me leem, acredito eu, se encontraram em situações, que eu mesmo vivo e vivi, de nossos trabalhos nos demandarem tanto que acabamos por ficar horas, dias a mais no emprego em detrimento a família. Por mais que isso esporadico, sempre incomoda pois é tempo a menos com nossas esposas, filhos, etc.  No meu caso isso virou uma rotina a qual tomei a decisão de finalizar.Também acredito que todo sacrificio será compensado. Seja pela sensação do dever comprido, seja pelos retornos que vida nos dará.

Com isso, desejo que neste novo ano que está por vir, seja o período de rompermos com esta prática e que venhamos a colher os louros de nossos sacrificios ao longo da jornada. Porém, não podemos esquecer daqueles que estão ao nosso lado… Nossa familia, namorados, namoradas, amigos, etc. Pois eles também tiveram suas parcelas de sacrificio e merecem tanto quanto nós estas recompensas que virão. E, acredito, não exista melhor presente que nossa presença, carinho e dedicação.

Por isso, convido a todos, para terminar, a uma reflexão: quem somos sem estes entes queridos ? Em que nos tornaremos sem eles? Onde reside minha felicidade? Nâo quero aqui polemizar ou ser anarquico. Quero apenas lembrá-los que nossos trabalhos são importantes, e necessitam de nossa atenção, entretanto, em hipotese alguma devemos esquecer que existem outras coisas que demanadam nossa atenção tanto quanto o nosso emprego. Temos que encontrar o equilibrio. Sei que isso não é nada simples.

Mas quem disse que a vida tem que ser fácil !!!!

Filhos são para sempre Agosto 11, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, educação, família, filhos.
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Em uma conversa ouvi uma pessoa dizer que estava com problemas com seu filho e que não aguentava mais e possívelmente iria entregá-lo ao pai, já que são separados. Ao escutar tal afirmação meu coração gelou pois vi uma mãe desesperada mas ao mesmo tempo despreparada para tal missão.

Correndo o risco de ser repetitivo ou plagiador, ser pai ou mãe é algo sagrado. Não por questão de origem religiosa porém pelo fato de ser algo que se “é” pelo resto da vida. Não é algo que diante a uma adversidade abidicamos e seguimos como se nada tivesse acontecido. É uma missão para o sempre.  Ao tornarmos responsável por uma vida não podemos simplesmente abandona-la. Devemos nos auto-avaliar e verificar se o problema não somos nós, nosso exemplos, nossas reações.

Voltando o caso que citei, o “gatilho” de tal afirmação veio do fato da mãe está decepcionada com seu filho que está com um comportamento horrível: mente, não cumpre com suas tarefas, está mal na escolha, etc. Ela teme que tenha perdido o respeito dele pois não consegue mais conversar. O filho literalmente a despreza.  Diante a tal cenário,é  compreensível o sentimento da mulher pois, sentido-se impotente aos fatos, como qualquer ser humano, se “encolhe” e procura uma posição de conforto e por fim a fuga. Entretanto, acredito que não seja este o caminho para ajudar a criança.

Antes de mais nada é preciso nos colocar em “xeque”. Sei que sempre falo isso, porém é preciso entender o quanto isso é importante. Ao se colocar em questionamento sobre si mesmo,  tomando uma posição de observador externo de nós, temos a chance de verificar qual é a imagem que estamos expondo para os demais. Isso nos ajuda a entender as reações dos outros para conosco e suas conclusões em relação a nós.  É óbvio que isso vale para nossos filhos. As crianças são nosso melhor espelhos ! Nos observam o tempo todo; prestam atenção aos minimos detalhes de gestos, palavras,etc. Tolo é aquele que substima a inteligencia dos pequenos.

Em seu autoquestionamento é importante encontrar as respostas as seguintes perguntas: quem sou eu para os outros ? quais são minhas atitudes ? Oque minhas reações falam sobre mim ? Quais são os exemplos que estou dando aos meus filhos ? … A partir desta meditação que podemos novamente encarar a situação quem sabe como uma visão do problema.  Possívelmente verá esta conhecida que em grande parte o problema é ela.

Como podemos cobrar respeito se não respeitamos ? Como podemos cobrar comprossimos se não somos compromissados com nossas coisas ? Como pedir que façam algo se nós mesmo não fazemos ? Como pedir para que sigam uma regra se somos os primeiros a quebrá-la?

Salvar um filho de uma situação como essa exige muito sacrificio e uma mudança radical de atitude. Na maioria dos casos é certo que o problema estava na mãe/pai. Os filhos estavam sendo apenas “espelhos” dos pais.  Se deseja que seu filho cumpre seus deveres assuma as rédias e todos os dias converse com ele. Cobre, faça-o, caso possível, realizar as tarefas contigo, assuma a vigilancia. Se existe um conflito, adote a estratégia de paz e mude, surpreenda seu filho, chore, diga que o ama, que está perdido, que não deseja que ela/ele siga tal caminho, pois teme o mal que ele possa colher no futuro.

Vamos tentar educar pelo amor e exemplo. E desistir de nossos pequenos jamais. Pois eles são oque melhor temos a deixar para o futuro da humanidade.

Um texto sobre escutar para vocês Agosto 8, 2008

Posted by aoqfonseca in família, natureza humana.
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Parar para ouvir
Como anda sua habilidade para ouvir os outros? Você tem paciência de parar para escutar alguém? Eis algumas reflexões importantes sobre o tema: Millie Esposito ouvia, com atenção, quando um de seus filhos tinha alguma coisa a lhe dizer. Certa noite, estava sentada na cozinha com o filho, Robert, e, após uma rápida discussão sobre uma idéia que ele alimentava, ele disse:
Mãe, sei que a senhora gosta muito de mim.
A Sra. Esposito comoveu-se e comentou: Naturalmente  gosto de você. Duvidava disso?
Robert respondeu: Não, mas sei realmente que a senhora gosta de mim quando quero conversar sobre alguma coisa, e a senhora pára de fazer o que está fazendo, só para me ouvir.
Quantos de nós paramos para ouvir nossos filhos?
Quantos de nós paramos para ouvir o outro, assumindo essa postura respeitosa de atenção ao semelhante?
E quem não gosta de ser ouvido? E ser ouvido com atenção.]
Dialogar com alguém que nos ouve atentamente, que espera que concluamos uma idéia para, só então expor a sua, é um grande prazer.Uma pessoa que só fala de si mesma, que só pensa em si mesma, é irremediavelmente deseducada.
Aquela que sabe ouvir, por outro lado, faz-se simpática, querida, e inspira confiança plena nos outros.
Um homem que conheceu o célebre Sigmund Freud, descreveu sua maneira de ouvir da seguinte forma:
Fiquei tão fortemente impressionado, que não o esquecerei. Ele tinha qualidades que jamais encontrei em homem algum.
Nunca, em toda minha vida, vi atenção tão concentrada. Seus olhos eram meigos e suaves. Sua voz era calma e macia.
Fazia poucos gestos. Mas a atenção que dispensava a mim, seus comentários positivos sobre o que eu dizia, mesmo quando eu me expressava mal, eram extraordinários.
Você não imagina o que significa ser ouvido daquela maneira.
Quem sabe ouvir já ajuda, sem precisar falar coisa alguma, muitas vezes.
Assim, se desejarmos ser bons conversadores, bons amigos e bons conselheiros, sejamos ouvintes atentos.
Para ser interessante, seja interessado. Faça perguntas às quais o outro sinta prazer em responder. E aproveite para aprender também.
Doando atenção, doando seu ouvir atento, certamente você estará ganhando, além da gratidão do outro, experiência, conhecimento e discernimento.
A falta de tempo jamais poderá ser desculpa para o não ouvir. Basta que sejamos disciplinados, organizados, e descobriremos que teremos tempo para ouvir.
Ouvir é doar-se ao outro, por isso, alegar escassez de tempo para se dar, para praticar esta nuança de caridade, é se autocondenar à estagnação espiritual.
Tal gesto de amor poderá ser praticado por qualquer um, independente de idade, poder aquisitivo ou grau de instrução. Todos podemos nos doar, ouvindo.
Jesus, o grande exemplo para a Humanidade, era um excelente ouvinte.
Prestemos atenção nas passagens evangélicas, analisando-as sob este prisma, e percebamos que Ele sempre se posicionou como bom ouvinte.
Escutava com paciência e ternura todos os que Dele se aproximavam, pedindo auxílio e consolo.
Jamais interrompeu alguém, e sempre debruçou sobre eles olhar atencioso e amoroso de quem se interessa pela vida de seu semelhante

Equilibrando a balança da vida Julho 13, 2008

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Por este dias aconteceu um episódio no meu trabalho que me fez, como sempre, parar para refletir algumas posturas e atitudes que venho tendo. Algumas coisas gostaria de compartilhar.

Como em outro post que já escrevi, devido aos rumos de nossa sociedade, temos caminhado para um certa histeria de trabalho. Atualmente, é bastante comum encontrarmos pessoas que são viciadas em trabalho. Elas ficam muito mais do que é necessário abdicando do tempo que tem com suas famílias, amigos, etc para ficar nas empresas. Fora o tempo que alguns passam em casa fazendo algo relacionado.

As explicações são as mais variadas, vão desde de medo de se demitido a investimentos na carreira.

A questão que a vida não para e com isso, outra coisa em nossas vidas vai ficando esquecidas, meio que “lado”. Uma coisa é certa: essas questões esquecidas são tão importantes quanto e vão nos cobrar pela esquecimento. Tive este exemplo em meu trabalho, após uma reunião super estressante, algumas pessoas estavam chorando, a principio pela nervosismo e depois pois sentiam que uma grande decpeção pois tinham dedicado tudo ao trabalho e este não reconhecia.

Penso que não devemos criar expectativas e o fato acima descrito representa bem algumas das cobranças que disse. No caso, uma das pessoas das quais comentei, tinha acabado de perder a mãe e o pai está doente.

Bem, acredito que precisamos ter em mente que trabalhamos para viver e não podemos viver para trabalhar. É necessário entender que a tempo para tudo, inclusive trabalhar. Ao priorizar um dos itens outros esquecidos vão nos “cobrar”. SAber dosar é a palavra de ordem, dedicar tempo a família é outra.

Espero que consigamos, senão não sei onde vamos parar.

Comentários sobre a atualidade lidas nos jornais Julho 1, 2008

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Gostaria de pedir licença para comentar sobre alguns fatos que ocorreram estes últimos dias. Um deles é a morta da senhora Ruth Cardoso.  Queria deixar minha homenagem a uma grande mulher que conseguiu ir além da pompa de primeira dama, para se fixar como um exemplo de mulher a ser seguido. Num contexto atual onde primeira dama é inerte e só serve para honerar os cofres públicos com gastos em vestidos, etc, Dona Ruth se sobressai como o diferente exemplar. Implacável na defesa de seus pontos de vista, por muitas vezes descordou do então marido presidente.  Ela deixa uma lacuna que dif[icilmente será preenchida, pois falta substância as atuais primeiras damas.

Outro fato, mais chocante, é a morte de um adolescente  na porta de uma boate em Ipanema. Não quero aqui defender ou acusar mais apenas analisar o fato de um outro ponto vista: o familiar. Nossa sociedade enloqueceu e junto adoeceu nossas crianças. Hoje não é mais legal ser educado, carinhoso, gentil, cordial, etc… “o lance” é ser “bombadão”, “batedor”, ter as orelhas inchadas e sair por aí brigando. E quando não é possível se “garantir” na força, apela-se para armas ou seguranças despreparados.  Quem são os culpados ? Nós que dissemos sim ao porte de arma na referendo… Nós que aceitamos estes comportamentos animalescos dos adolescentes e até incentivamos.

Cansei de ver pais que adoravam ver seu filho “espancar” os demais só para dizer que o garoto era o melhor. Cadê o orgulho antigo quando eramos os melhor em notas, leituras, elogiados pelos professores ???? Parece que agora ser “bom” é ser marginal, “criminoso”… O bom, no caso das meninas, é ter uma bunda enorme e não pensar apenas rebolar ao som de músicas primitvas….

Enfim estamos insanos e “felizes”. “Enfiamos o sorvete na testa” mas está tudo bem.  Até quando vamos ter que conviver com estas famílias tortas de mães e pais debeis em sua função. Até quando vamos ser expectadores dessa derrocada e partir par ação e mudar … Revolucionar!

Viva a Revolução pelo Amor… nunca foram tão atuais as palavras do Mestre Jesus: “Devemos amar uns aos outros… “

Na própria carne. Maio 28, 2008

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As vezes coisas interessantes acontecem em nossas vidas que nos fazem rever muitos de nossos conceitos. Tenho sempre escrito textos onde exprimo como acredito que deva ser a sociedade e as família e claro suas relações.  Nisso, acabei chegando num ponto de minha vida que parece que estou sendo colocado em prova para ver se realmente acredito no que falo e se pratico tais conselhos em minha própria vida.

Confesso, que é mais fácil quando o objeto analisado é externo e distante. Parece que nos proteje da crítica, nos tira o sentimento que possa estar ali envolvido. Mas quando tudo que descrevo, critíco, etc… acontece comigo, a coisa muda um tanto de cores e figura. Fica dificil prosseguir sem o medo, ansiedade, insegurança. Posso dizer que erro muito e que em grande parte das coisas que falo são falhas minhas. Embora sempre as analisei de forma distanciada, segura.

Achei importante escrever este depoimento pois podem, aquelse que lêem, achar que tudo são coisas simples e tranquilas de serem feitas. Porém não são e tenho a tranquilidade de dizer que afirmo isso de experiencia própria.  Chegou a hora da verdade.

Espero passar por esta tempestade que se faz presente em minha vida com a cabeça erguida e com certeza que procurei fazer o certo.

Vou ficar por aqui… orando…. e me preparando… Depois volto para dizer os desdobramentos.

Mas agora não posso fugir, preciso me concentrar e dar os próximos passos, sem a ilusão que será facil ou dificil, apenas com certeza do que é necessário fazer.

Texto sobre o trabalho e a família Maio 20, 2008

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Outro texto que recebi sobre a nossa relação com o trabalho. Lembro que sempre que podemos devemos nos questionar qual é a real importância de nossos serviços frente a nossa famílias.

“VOCÊ pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.E você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam de você, o admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que viver não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Viver é encontrar forças no
perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Viver não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas
ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Viver é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise. Viver é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito de sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Viver é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Viver é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar eu errei. É ter ousadia para dizer me perdoe. É ter sensibilidade para expressar eu preciso de você. É ter capacidade de dizer eu te amo.Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você viver…. E, quando você errar o caminho, recomece.

Pois assim você descobrirá que viver não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de viver, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

Sempre temos o erro de colocar nossos empregos na frente de tudo. Justificamos esta escolha dizendo que estamos trabalhando para uma vida melhor de nossa familia. Será verdade ? Eu acredito que não, pois qual será a alegria deste futuro, se nósm não estaremos lá para compartilhar as tais conquistas que nos esforçamos em alcançar.  Acho que é melhor viver o agora, pois o passado já passou e o futuro ainda nem chegou.

É hora de parar e refletir aonde queremos chegar antes de que seja tarde demais.

Massacre da auto-estima Maio 16, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, Trabalho, família, filhos, natureza humana.
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Hoje assisto um massacre do auto-estima de todos. A todo momento somos bombardeados, através de novelas, programas de tv, “reality shows” (programas de situações reais), etc, por padrões de belezas irreais, por falsos estilos de vida, etc.  Não e díficil encontrar uma propagando com uma modelo ultra magra que se fossemos ser realista ela estaria doente e não bela.  O que dizer de novelas que retratam ricos como sendo esbanjadores que nada fazem, que não trabalham, sendo que se existe tal tipo de pessoa é uma minoria que goza uma herança ou é filho(a) de alguém com muito dinheiro.

Acredito que tudo isso é algo proposital cujo intuito é de nos manter sempre insastifeitos e infelizes com nossa condição pois, o eterno descontente com sua realidade é um excelente “consumidor”.  E se prestar atençao verá que tenho razão. Quantos milhões é o mercado de auto ajuda hoje ou de livros que ensinam metodologias infalíveis de ficar rico, ou ser feliz, e por aí vai ?  Quantos milhões é o tamanho do mercado de moda ? Quantos milhões são de dinheiro que o mercado de estética, cirurgia plástica, academias, movimentam para garantir o “look” ideal? Outro dia, assisitindo um canal pago (sempre esperei que canais pagos tivessem programação melhor mas me decepcionei) vi em sequencia 5 programas sobre beleza, moda, transformações: “Dr 90210″,”10 anos mais jovem”, “Esquadrão da Moda”,”O grande perdedor”, e por segue.  Tudo isso, em essência, baseado na ansia de nossa sociedade em atingir padrões de beleza,  status, irreais.

Detendo, com mais detalhe, na questão das famílias e principalmente sobre os jovens, vemos o quanto que esta estratégia de dilapidar a auto-estima, está matando nosso futuro, quanto essa linha de conduto está acabando com as famílias pois impõe que a felicidade plena só é possível com “MUITO DINHEIRO” com corpos super malhados (beirando a doença) e com ostentações faraonicas.  Como já disse em outro post, tenho exemplos vivos em minha vida disso. Tenho conhecido que tem anorexia e tudo isso, de certo modo, vem dessa pressão insana de perfeição que não existe.  Tenho outros que trabalham para pagar dívidas, pois não podem abrir mão de um padrão de vida pois temem ser rejeitados.

Isso para mim é uma loucura, é uma doença. Uma pandemia que tomou conta de todos e parece que ninguém tem a consciencia disso. A sociedade está doente. O estresse, anorexia,  suicidios, adolescentes de classe média roubando, são sintomas dessa imensa doença que nós criamos e fazemos questão de manter.

A tempos atrás, vi uma tentativa de uma marca de coméstico de lançar um campanha reforçando a “real beleza”.  Tão logo fez sucesso, tão logo foi eliminada da mídia. Parece que existe um grupo a quem não interessa a cura para essa loucura coletiva.  Isso me assusta pois como contraria tamanha força… como criar cidadões sadios nessa sopa acida que corroi todas as bases edificadas pela familia ?

Creio que seja a hora que provocarmos uma revolução em nossos interiores e decidirmos por uma ruptura nessa modela suicida de sociedade. Não vejo futuro, não vejo esperança se seguirmos nessa estrada onde o que vale é beleza doentias e anorexicas, vidas futéis, etc.  Está na hora de mostrar que trabalhar faz bem, tem”gordurinhas” não é pecado e é lindo. Ter uma vida sem grandes luxos mas com um simples conforto é bom, que o fato de não se ter o carro mais caro do mundo não nos torna menos queridos ou felizes.

Família e os jovens de hoje Maio 11, 2008

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Gostaria de transcrever um texto do livro Filhos Brilhantes, Alunos fascinantes de Augusto Cury para fundamentar uma opnião que desejo mostrar depois.

Os jovens sempre foram contestadores, sempre discordaram dos erros dos adultos, sempre lutaram positivamente pelo que pensam. Hoje é raro! Muito deles amam o sistema social criado pelos adultos, sistema que os transforma em consumidores, que sufoca a sua identidade, seus projetos.

É a geração que quer tudo rápido, pronto, sem elaborar, sem batalhas para conquistar. É a geração que não sabe unir disciplina aos sonhos, que procurar usar processos mágicos para lidar com suas frustações, que tem dificuldade em pensar antes de agir…

[Cury, Augusto - Filhos Brilhantes, Alunos fascinantes, Editora Academia de Inteligência, 2006]

Por muitas vezes, em conversas, textos, palestrações, expûs que sou um partidário da “velha” educação. Isso não quer dizer que sou contra as mudanças, sou contra a forma que as coisas estão hoje. Logo, sempre fui um contestador, nunca aceitei de forma fácil quaisquer que sejam as coisa a mim passadas, isso tenho muito a agradecer meus pais. Oque vejo hoje é algo que me assusta e mostra que os adolescentes atuais já não tem este gosto, preferem “aceitar” tudo pacificamente, permitindo serem comprados por mimos, etc.

O ato de questionar é um motor do ser humano. Através do questionamento que evoluímos, aprendemos, tomamos consciência do todo que nos cerca. Ao inibir isso, estamos matando nossa essência e com isso deixando, em parte, de sermos homens para nos tornarmos algo que não sei oque é ainda. Não falo da rebeldia do simples querer, que poderíamos classificar como mimada, falo da rebeldia de idéias, do gosto de revolucionar o mundo, de “destruir” tudo e refazer ao seu jeito.

O consumismo impera e com ele vem suas doenças: stress, psiquismos, disturbios alimentares (anorexia, bulemia, obesidade), etc. E nós adultos, mergulhamos nossos jovens nessa caldeira, evenenando suas almas e apagando deles o traço mais belo que é o de não concordar. Vejo jovens que aceitam tudo, não querem transgredir, querem apenas viver tudo, sem custo, sem esforço, é a geração fast-food, não a tempo a ser perdido com estudos, concentrações, devaneios, contemplação….

É a época das facilidades, onde impera a lei do menor esforço.  O importante de hoje é o “agora”, o futuro é amanhã e não importa. O passado é algo esquecido. Não existe mais história. Tudo é instantaneo.  Não se saboreia nada, tudo deve ser digerido o quanto antes possivel.

Os responsáveis por este loucura é essa sociedade de valores torpes, cujo os meios difusores, apenas mostram consumismos, sexualidades deturpadas, apologias a banditismo, heroismos baratos, esperteza acima da gentliza, etc.  A questão é aonde vamos chegar com tudo isso.

Ouvi de um professor da faculdade que os alunos chegavam cada vez mais fracos. Não estudavam, não entendiam que antes de colher é preciso plantar. O esforço faz parte da vitória. Querer é poder, entretanto se só ficarmos no querer, no desejo, no sonho, nada acontece, é preciso trabalho, perseverança, suor. E isso a nova geração não quer mais, não acredita mais. Preferem, ser adultos rápidos.

Precisamos tomar consciencia do ponto de chegada desta estrada que trilhamos e ver se não estamos caminhando para o fim. A violência impera, jovens de classe média e alta vão para vida de bandido em busca de emoções mesmo não precisando do dinheiro e sem motivos sócio-economicos.  E tudo isso porque ? Porque, como país, somo nulos em ensinar, em passar valores como esforço, trabalho, etc. Somos péssimos exemplos, pois não respeitamos lei alguma e acreditamos que com dinheiro podemos tudo.

Mais do que nunca é preciso repensar-nos como educadores, como fomemtadores de idéias e valores, e nos colocar em “xeque”.  O estado que nos encontramos hoje, só nos indica que falhamos em nossa tarefa de construir um futuro, porém ainda existe esperança. Em cada nova vida, está uma nova oportunidade de   fazermos diferente e aí reside a pergunta : E você não vai fazer nada ?

Por fim faço um convite para ler o livro citado acima. Ele pode ser a chave que falta para abrir uma nova dimessão de compreensão e “verdades libertadores” a todos. Fiquem em paz e que haja luz sobre nós hoje.