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Que saudades da dona Cotinha… Maio 6, 2008

Posted by aoqfonseca in educação, ensino, filhos.
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Hoje de manhã, no caminho de casa para trabalho, estava escutando um programa na rádio transamerica onde uma pessoa que não me lembro o nome falou sobre a questão da escola. Segundo seu texto, ele tinha saudades do tempo em que esteve na escola e enumerou as razões para isso. Uma delas era que em sua época, os alunos tinha orgulho de estudar e viam nos estudos o caminho para ter uma vida melhor.

Bem, acabei me sentindo inspirado por ele e me veio alguns pensamentos que gostaria de estar compartilhando. Realmente, se observarmos a evolução do ensino no Brasil, acredito que fizemos um retrocesso. Digo isso baseado em minha experiencia e deixo claro que não sou um entendido de educação por isso levem este texto como uma opnião e não um artigo ou tratado do assunto. Minha avó por exemplo, mesmo tendo apenas cursado o equivalente ao primário, possui muito mais cultura que qualquer um hoje que tenha feito o segundo grau, isso sem falar no domínio da matemática (claro que ela não sabe resolver um equação, logaritmos, etc, mas faz contas básicas de cabeça coisa que nenhum adolescente que conheço no mínimo tentaria) e seu domínio do português (seu português é impecável, escreve perfeitamente, sem erros gramaticais ou ortográficos, e versa lindamente com coesão e coerência dignas de um escritor, ao contrário de muitos vestibulando – isso eu sei pois minha mãe é professora de português – que nem sabem usar um preposição, pronome e coerência é algo que não existe.)

O que vejo hoje é uma falsa ilusão de melhora, pois temos um índice de alfabetização de quase 90%, mas se você pega um desses alfabetizados (volto a dizer que conheço isso bem pois minha mãe é professora de português) eles apenas “desenham” seus nomes, e possuem apenas uma leitura funcional(eles leem um texto mas não são capazes de interpretá-lo). Embora isso já seja o bastante para justificar minha saudade da antiga escola, ainda tem outro ponto, que jugo importantíssimo, que é a passagem de valores e disciplina.

As escolas hoje tem medo do aluno e vivem subjugadas por teorias mirabolantes que, no meu entender, não servem para nada (vide Darcy Ribeiro – LIXO !!!!). São mecanismo tais que mataram todo o processo essencial a educação e passagem de valores: aprovações automáticas, diminuição de carga de matérias como português, fim de disciplinas como OSPB (Orientação Social e Politica Brasileira) ou EMC (Educação Moral e Cívica). Raros são os colégios onde os alunos são obrigados a cantar o hino nacional. O respeito que existia ao professor sumiu, tanto por parte dos alunos, quanto pelo lado do estado e pais.

E triste entrar numa sala da aula hoje e ver o descaso dos aluns, despreparo dos professores, falta de condições minimas, falta de disciplina, etc.

Isso particularmente me assusta, pois, como já disse antes em outro texto, os valores são criados em casa, mas a escola ajuda a fundamentá-los. Após os 6 anos de idade, boa parte do dia da criança é na escola com os coleguinhas e professores e se nesse ambiente, não existe o respaldo dos valores da família, não existe como vencermos a guerra contra este caos que está instaurado em nossa sociedade.

Sei que o tema é polêmica e envolve facetas que desconheço pois não sou um estudioso do assunto nem profissional da área, entretanto sou um pai, e por isso, sou uma das vitimas deste modelo educacional falho de hoje. Se eu quiser um bom colégio, terei que triar entre milhares, pois não existe um linha guia, cada escola tem a sua. Só que o básico deveria ser igual para todos: RESPEITO, DISCIPLINA, BONDADE, FÉ, BRANDURA, MÉRITO POR ESFORÇO, etc.

Chega de besteiras e de teorias “modernosas”, é hora de promovermos a verdadeira revolução pelo e no ensino. É o momento de resgatarmos bons e velhos valores e construir um futuro verdadeiro para nosso filhos.

Pais Perfeitos existem ? Abril 29, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
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Familia, imagem escatologica

Hoje recebi um texto super interessante, cujo o autor dizia ser uma educadora a qual não me lembro o nome. Não o reproduzirei aqui pois gostaria de seguir a idéia que a leitura dele me trouxe e não sua interpretação em si.

Sempre em torno da questão da família, vejo hoje o quão danoso vem sendo nosso comportamento moderno para com nossas crianças. Hoje, buscamos um paradoxo de perfeição e excelência em tudo que fazemos, inclusive na atividade de pai (ou mãe). Não admitimos, em hipotese alguma, críticas que mostrem claramento nossos pontos fracos, ainda mais se este for o oficio de ser pai.

É claro que isso decorre de nossa arrogancia e prepotencia assumida ao longo dos tempos. Como nunca antes, temos conhecimento, dominio sobre diversos aspectos naturais, somos senhores de nossos destinos. Como nunca antes, ao contrario das previsões feitas nos desenhos dos Jetsons, trabalhamos mais do que antes, mesmo com diversas coisas para facilitar. Somos a máquina perfeita, não podemos falhar, imagine então, se poderíamos falhar na tarefa mais elementar que é de criar nossos filhos. JAMAIS !!!

A partir disso, nos posicionamos com força total contra qualquer um que desafie nossa perfeição paternal.”Quem pensa que é a fulaninha professora para dizer que meu filho não tem educação ?” Mal sabe o autor desta frase que o filho apenas segue seus passos, imitando, espelhando-se no sujeito que profere palavrões no transito, joga lixo no chão, ri da desgraça alheia, etc. Falo isso com propriedade… minha mãe é professora e conhece bem todas essas aberrações. Ouso dizer que se ela quisesse escreveria um livro digno de uma comédia dantesca.

Mas aonde desejo chegar com tudo isso ? Simples: estamos esquecendo que faz parte da natureza humana não ser perfeito, ou seja, errar. Entretanto, a beleza da coisa, é como nos posicionamos em relação a falha. Os inteligentes culpam os outros, os ignorantes ficam agressivos, os sábios veem nisso uma oportunidade de crescer, logo, assumem o erro e suas consequencias, se desculpam e seguem em frente. Logo, voltando ao nosso exemplo da professora, um bom pai, iria conversar com seu filho, perdir desculpas a professora, e tentar junto de sua criança aprender a melhorar.