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Janelas de memória – primeira parte Junho 19, 2008

Posted by aoqfonseca in educação, filhos, livros, natureza humana.
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Tenho lido, por diversos motivos, muito livros do autor Augusto Cury. Ele é um pesquisador na área de psicologia e inteligencia. Uma de suas teorias que considero incrível é a questão da janelas de memória. Janelas de memória é um tentativa de explicar como nós retemos determinados fatos em nossa memória do ponto de vista da psique e emocional.

Podemos pensar em nossas memórias como se fossem papéis de fotos. Quanto maior a exposição mais nitida e duradora será a memória.  A intensidade de exposição, no caso da memória, são as emoções associados aos fatos retidos.  Vale ainda diferenciar, dentro desta teoria, os sentimentos positivos dos negativos. Os sentimentos negativos são todos aqueles que nos fazem “mal” : tristeza, abandono, raiva, decepção, etc. Os sentimentos positivos são os ligados a coisas boas.  Os sentimentos negativos tendem a ter mais intensidade por serem próximos da natureza animal intrisecca ao ser humano.

Mas porque estou falando sobre isso, sobre as janelas de memória ? Pois elas me ajudaram a compreender muita coisa e me fizeram repensar muitas das minhas reações diante aos nosso filhos.

Como as crianças tem a mente muito mais aberta e receptivel que a nossa,  este processo de retensão de lembranças é muito mais intenso neles do que em nós, embora o mecanismo seja o mesmo. Sendo assim, temos que tomar muito cuidado com o estimulos que estamos dando pois eles definirão as memórias que irão constituir a psique do infante no futuro.  Isso também se aplica as nossas reações, pois diantes delas serão definidos quais fatos serão retidos nas lembranças e com isso como seremos lembrados por nossos filhos.

Pais Perfeitos existem ? Abril 29, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
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Familia, imagem escatologica

Hoje recebi um texto super interessante, cujo o autor dizia ser uma educadora a qual não me lembro o nome. Não o reproduzirei aqui pois gostaria de seguir a idéia que a leitura dele me trouxe e não sua interpretação em si.

Sempre em torno da questão da família, vejo hoje o quão danoso vem sendo nosso comportamento moderno para com nossas crianças. Hoje, buscamos um paradoxo de perfeição e excelência em tudo que fazemos, inclusive na atividade de pai (ou mãe). Não admitimos, em hipotese alguma, críticas que mostrem claramento nossos pontos fracos, ainda mais se este for o oficio de ser pai.

É claro que isso decorre de nossa arrogancia e prepotencia assumida ao longo dos tempos. Como nunca antes, temos conhecimento, dominio sobre diversos aspectos naturais, somos senhores de nossos destinos. Como nunca antes, ao contrario das previsões feitas nos desenhos dos Jetsons, trabalhamos mais do que antes, mesmo com diversas coisas para facilitar. Somos a máquina perfeita, não podemos falhar, imagine então, se poderíamos falhar na tarefa mais elementar que é de criar nossos filhos. JAMAIS !!!

A partir disso, nos posicionamos com força total contra qualquer um que desafie nossa perfeição paternal.”Quem pensa que é a fulaninha professora para dizer que meu filho não tem educação ?” Mal sabe o autor desta frase que o filho apenas segue seus passos, imitando, espelhando-se no sujeito que profere palavrões no transito, joga lixo no chão, ri da desgraça alheia, etc. Falo isso com propriedade… minha mãe é professora e conhece bem todas essas aberrações. Ouso dizer que se ela quisesse escreveria um livro digno de uma comédia dantesca.

Mas aonde desejo chegar com tudo isso ? Simples: estamos esquecendo que faz parte da natureza humana não ser perfeito, ou seja, errar. Entretanto, a beleza da coisa, é como nos posicionamos em relação a falha. Os inteligentes culpam os outros, os ignorantes ficam agressivos, os sábios veem nisso uma oportunidade de crescer, logo, assumem o erro e suas consequencias, se desculpam e seguem em frente. Logo, voltando ao nosso exemplo da professora, um bom pai, iria conversar com seu filho, perdir desculpas a professora, e tentar junto de sua criança aprender a melhorar.