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Revendo a história e as dívidas externas Janeiro 8, 2009

Posted by aoqfonseca in politica.
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Recebi por email de um amigo o texto abaixo atribuído a um embaixador mexicano de descendência indigena. O texto é brilhante e nos leva a refletir um pouco na nossa história brasileira. Será que não estamos no mesmo barco ? Vejam abaixo:

REFAZENDO A HISTÓRIA
… tudo é uma questão de ponto de vista histórico…
Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, defendendo o pagamento da dívida externa do seu país, o México,embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia.
A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente:
Os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.
Eis o discurso:
“Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a “descobriram” só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento – ao meu país – com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.Eu também posso reclamar pagamento de juros.
Consta no “Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais” que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo  andamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização  européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas. Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano MARSHALL MONTEZUMA”, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No
aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma
economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente,
temos demorado todos estes séculos em cobrar.
Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de  ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata… quanto pesariam se calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas. Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma  privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica…”.
Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma
tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa. Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem
suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados

Cenários políticos Maio 26, 2008

Posted by aoqfonseca in politica.
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Gostaria de escrever sobre um tema que adoro que é política. Gosto dela como ciência pois permite entender diversas coisas que acontecem no nosso dia a dia. Sua origem é algo tão antigo quanto as primeiras sociedades organizadas. Sua evolução está intimamente ligada a filosofia, inclusive vários filósofos escreveram diversos tratados sobre política (Aristóteles, Platão, etc) . Mais especificamente, o que me mais me encanta, é a analise do “jogo do poder” e como se desenrolam os laços políticos.

Para exemplificar, um bom caso é analisar como estão se desenrolando os fatos políticos para as eleições municipais que vão ocorrer no final deste ano.

Ao contrário do que muito gente pensa, o vencedor é definido muito antes do que as urnas revelam. O vencedor é feito em cima de diversos acontecimentos que atencedem a votação.  O cenários e atores são definidos antes e a trama vai caminhando com seu cume na votação, mas, ao não ser que ocorra algum fato muito significativo antes, como já disse, o novo prefeito já foi definido muito antes.

Se olharmos os histórico verá que digo a verdade. Embora algumas eleições tenham tido resultados surpreendentes, se analisarmos aos olhos da ciência política veremos, que na verdade haviam diversos fatos que apontavam o tal do resultado inesperado.  Claro que uma das ferramentas são as pesquisas realizados pelos orgãos de estatisticas, porém, novamente, ao contrário do que todos pensam, não são pontos determinantes. Creio que, é muito mais importante, as “notícias” que são vinculadas, do que a pesquisa.

Mas vamos ao nosso contexto. Hoje é indiscutivel o carismo do Presidente Lula. E tem muito candidatos que vão querer aproveita isso. Mas o perigo é que ao ficar lado a lado com alguém mais carismático ofusca quem deveria ter as atenções. Com isso, muitos poderão pensar que essas eleições o PT vai ganhar muitas prefeituras e o contrário que irá acontecer. A outra questão é que os resultados começam a se desenhar com bastante antecendencia e se fixam uns meses antes da votação. Sendo assim, no caso do rio por exemplo, muitos já tem dito que o Crivella é o ganhador, mas se esquecem que por mais que as pesquisas mostrem uma grande vantagem, a cada dia os fatos mostram que o resultado pode ser outro. Acredito que tenhamos um “cavalo azarão” que pode vir e tomar a dianteira.

Bem vou ficando por aqui, por mais que adore este assunto não sou um especialista e me faltam dados internos para ter conclusões mais substancias. Espero que tenham entendido com uma visão minha e não uma realidade.