Texto sobre como prejulgamos as pessoas Outubro 30, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, Trabalho, família, natureza humana.Tags: amizade, pessoas, texto, Trabalho
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Será que conhecemos as pessoas com quem convivemos?
Certa vez, trabalhei em uma pequena empresa de Engenharia. Foi lá que fiquei conhecendo um rapaz chamado
Mauro.
Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre pregando pequenas peças.
Havia também o Ernâni, que era um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto, inofensivo, à parte, Ernâni costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala. Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o
almoço, sendo que, ao terminar a refeição, sempre sentava sozinho debaixo de uma árvore mais distante.
Devido a esse seu comportamento, Ernâni era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo.
Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto em seu chapéu.
E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo.
Em um feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal. Antes, nos prometeu que,
se conseguisse sucesso, iria dar um pouco do resultado da pesca para cada um de nós.
No seu retorno, ficamos todos muito animados quando vimos que ele havia pescado alguns dourados enormes.
Mauro, entretanto, levou-nos para um
canto e nos disse que tinha preparado uma boa peça para aplicar no Ernâni.
Mauro dividira os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nós.
Mas, a ‘peça’ programada era que ele havia separado os restos dos peixes num pacote maior, à parte.
‘Vai ser muito engraçado quando o Ernâni desembrulhar esse ‘presente’ e encontrar espinhas, peles e vísceras!’,
disse-nos Mauro, que já estava se divertindo com aquilo.
Mauro então distribuiu os pacotes no horário do almoço. Cada um de nós,
que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela porção de peixe, então dizia:
‘Obrigado!’.Mas o maior pacote de todos, ele deixou por último. Era para o Ernâni.
Todos nós já estávamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação.
Como sempre, Ernâni estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa.
Mauro então levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer.
Ernâni não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tão pouco que, muitas vezes,
nem se percebia que ele estava por perto. Em três anos, ele provavelmente não tinha dito nem cem palavras ao todo.
Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de surpresa. Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e o
levantou devagar, com um grande sorriso no rosto.
Foi então que notamos que seus olhos estavam brilhando. Por alguns momentos,
o seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo, até ele conseguir controlar sua emoção.
‘Eu sabia que você não ia se esquecer de mim’, disse com a voz embargada.-
‘Eu sabia, você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração’.
Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós:-
‘Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção.
Sabem… Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama.
E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar.
Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela.
E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios.
As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa.
Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto…
Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche.
Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita.
Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim.
Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos…’,
ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos. -
‘Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos…’ e ele começou a abrir o pacote…
Nós tínhamos estado prestando tanta atenção no Ernâni, enquanto ele falava, > >que nem havíamos notado a
reação do Mauro.
Mas agora, todos percebemos a sua aflição quando ele saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernâni. Mas era
tarde demais.
Ernâni já tinha aberto e pacote e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de vísceras, levantando cada rabo de peixe.
Era para ter sido tão engraçado, mas ninguém riu. Todos nós ficamos olhando para baixo.
E a pior parte foi quando Ernâni, tentando sorrir, falou a mesma coisa que todos nós havíamos dito anteriormente:
- ‘Obrigado!’.
Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernâni, porque depois de
muitos anos nós havíamos, de repente, entendido quem era realmente o Ernâni.
Uma semana depois, a esposa de Ernâni faleceu.
Cada um de nós, daquele grupo, passou então a ajudar as cinco crianças.
Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras; entretanto, são de um tipo muito diferente:
Ele organizou nove grupos de voluntários que distribuem brinquedos para crianças hospitalizadas e as entretêm
com jogos, estoiras e outros divertimentos.
Às vezes, convivemos por muitos anos com uma pessoa, para só então percebermos que mal a conhecemos.
Nunca lhe demos a devida atenção; não demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela;
ignoramos as suas ansiedades ou os seus problemas. Que possamos manter sempre vivo, em nossas mentes, o ensinamento
de Jesus Cristo: ‘ Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.’(João 13,34).
Cada Ernani sabe o fardo que carrega… , portanto respeite o jeito de ser de cada um.
Amizade verdadeira Junho 4, 2008
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Segue abaixo um texto sobre amizade de autor desconhecido, mas acho importante pois é um texto pequeno com uma grande mensagem.
Como dizia a canção… “… Amigo é coisa pra se guardar, no lado
esquerdo do peito, dentro do coração…”Um filho pergunta à mãe: Mãe, posso ir ao hospital ver meu amigo?
- Ele está doente!
Claro, mas o que ele tem?
O filho, com a cabeça baixa, diz:
Tumor no cérebro.
A mãe, furiosa, diz:
E você quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?
O filho lhe dá as costas e vai
Horas depois ele volta Vermelho de tanto chorar, dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!
A mãe, com raiva:
E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!
Uma última lágrima cai de seus olhos e, acompanhado de um sorriso,ele diz:
Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer:
EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!’
Moral da história: A amizade não se resume só em horas
boas,alegria e festa.
Amigo é para todas as horas, boas ou ruins, tristes ou
alegres.
Deficiência de Mario Quintana Maio 9, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, ensino, filhos, livros, natureza humana.Tags: amizade, amor, deficiência, mário, Quintana
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Segue abaixo um texto de Mário Quintana que considero muito interessante e condiz com muita coisa que digo aqui no blog.
DEFICIÊNCIAS
Deficiente é aquele que não consegue modificar a vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quere garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia
Paralitico é quem não consegue andar na direção daquelas que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce
Anão é que não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
Verdadeiro amigo Abril 9, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia.Tags: amizade
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Hoje recebi um email com uma história que me fez pensar muito. Conta ela sobre um cachorro que ficou ao lado de seu companheiro (outro cachorro) atropelado numa grande avenida. O surpreendente é que mesmo com todo o transito e o risco de morrer também o cãozinho não abandonou o amigo em hipotese nenhuma: rosnava, latia e por vezes, com sua patinha, tentava “acordar” o amigo morto.
Atualmente venho assistindo a dilapidação da família, da amizade, etc.Essas coisas são os pilares de nossa sociedade e as conseqüências é o que vemos todos os dias noticiários: pais que matam filhos, filhos que matam pais, amigos que mata amigos, roubos, corrupções, desrespeitos, etc.
Creio que seja a hora de aprendermos com esta pequena criatura e nos pormos a repensar nossa conduta. Creio que seja a hora de lembrarmos que a vida não é só os nossos interesses e sim o bem coletivo. Não digo que devamos anular-nos, mas não podemos pensar que estamos bem sem nosso próximo está destruído.
Falo em termos atitudes que vão além de caridade simples. Estou falando de voltarmos a sermos humanos, voltarmos a cultivar nossas amizades, nossos laços, criando uma base sólida que nos permitirá sobreviver a essa selvageria presente