Muita cosia aconteceu no ano de 2009. Foi um ano marcado por contrastes fortes. Tive um começo de ano normal, marcado pela continuidade da rotina. Mas nos últimos 4 meses do ano, houve uma reviravolta em todos os setores de minha vida. Claro que, como podem esperar, foi uma verdadeira escola e avanlanches de questionamentos.
Uma das coisas que marcuo e tem me marcado é a descoberto que precisamos de ajuda, mais do que se imagina. Alguns poderiam dizer que somos capazes de resolver a grande maioria de nossos problemas sem o apoio de ninguém, entretanto, cada vez mais me convenço do contrário. Brinco com alguns, quando conversarmos sobre o assunto, que não é a toa que somos seres sociais (não somos como as formigas mas bem que vivemos para coletivo também). Acredito que esse impulso de querer estar sempre em sociedade ( entenda aqui amizades, família, colegas de trabalho, grupos de qualquer natureza, etc) vem do fato de sempre precisarmos de alguém ao nosso lado para resolver alguns problemas, principalmente quando este problemas são de origem psicológica, ou seja, doenças da alma.
Eu sou um exemplo vivo disso pois, por mais de anos sempre tive repúdio por qualquer tipo de conversa que fosse mais profunda e a coisa só se agrava quando meu interlocutor viesse a ser um psicólogo . Nunca me senti confortável em comentar determinadas coisas, pelos menos acreditava nisso, por que houveram inúmeras vezes que me peguei falando coisas profundas fora de contexto para pessoas que não estavam tão preparadas para ajudar-me naquele momento.
Sempre pus minha confiança no sobrenatural. Sempre que precisei de apoio recorri a fé . Claro que ela sempre foi de grande ajudar. A fé é algo bom, por mais que existam ateus dizendo que o poder da crença é besteira, pelo menos devem concordar no poder da mente. Ao focarmos em positividade acabamos por atrair positividade, não. Isso é bom, mas tem suas limitações, existem momentos em nossas vidas que precisamos interagir com coisas paupáveis e reais. Gente concreta e de carne e osso. E além disso, existem horas que precisamos ouvir verdades duras e de forma bem direta.
Sinceramente, uma das mais importantes funções de um analista, creio que seja de refletir a imagem dela como um espelho mas sem o glamou e nuvens que por ventura a vaidade mental nosso põe. Por isso, meus amigos, a cura d’alma poder vir de verdades doloridas.