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Pais, televisão e nossos filhos Fevereiro 17, 2009

Posted by aoqfonseca in educação, família.
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Tenho acompanhado pela audiência do blog tem sido grande para os textos que falam de família, jovens, e assuntos afins. Isso me causa uma grande alegria pois indica que um bom número de pessoas estão preocupadas, tanto quanto eu, com a questão do futuro da família, juventude, educação, etc.  Confesso, caso alguns ainda não tenham percebido, não sou um especialista no assunto: não sou professor, pedagogo, psicologo, sociologo, antropologo, etc…. Sou apenas um homem que se interessa pelo tema e, o mais importante em minha opnião, sou pai.

Acredito que o fato de ser pai me credencia, no mínimo, a emitir minha opnião sobre o assunto.  Todos os dias sou, e ouso dizer, somos confrontados com inúmeras situação que exigem de nós profundos conhecimentos, reflexões e rapidez de raciocínio  que muito dos profissionais acima citado.  Para não ficar vazio, cito um exemplo que passei:  estava com minha filha na sala de minha casa brincando, quando ela, pegou dois de seus bonecos e simulou que eles se beijavam. Até  isso, tudo ok, não ? NÃO !  O tal beijo teve direito, inclusive, a sonoros estalos e sons que imitavam o barulho das linguas se entrelaçando.

Imediatamente depois, procurei desfazer minha cara de susto (graças ao alerta de minha esposa) e num sorriso amarelo, perguntei a minha menina, onde ela tinha aprendido ou visto aquilo.  A resposta foi um tanto óbvia: na televisão. Mas a culpa foi da novela ou quaisquer outros programas que ela tenha visto ?

Em minha, humilde forma de pensar, não ! A culpa foi minha. A culpa foi de minha esposa. A culpa foi de minha sogra e sogro (a minha filha estava na casa dos avós).  Enfim a culpa foi da família.

Uma coisa bastante recorrente e que tem tido um grande vulto nos últimos tempos, é a discussão da questão da programação dos canais de televisão, principalmente, abertos.   Muito se fala na banalização do sexo, da sensualidade exarcebada vista nas novelas, programas, etc, na violência gratuita,  na deturpação dos valores, etc.  Concordo com a maioria que conduz e defende tal discussão, que a mudança e reflexão é necessária. Entretanto, ela não descarta a responsabilidade da família na educação dos filhos. Oque tenho mais visto, são pais que “deixam” a tarefa de educador com a televisão.  As primeiras palavras, contar números, cores, etc, tudo isso é a televisão que acaba ensinando. Não encontro ninguém que me diga que antes de dormir, lê um história para seus filhos; que brinca com ele utlizando a brincadeira como forma de ensinar; desenhe com seu filho… etc. Tudo fica a cargo do externo. Sendo assim, quando a educação falha, é fácil culpar a televisão, embora, a maior responsabilidade seja nossa.

Cabe aos pais a tarefe de, até onde pudermos, realizar o filtro. De procurar direcionar nossos filhos para que assistam programas de boa qualidade. E acreditem em mim quando digo que eles existem.  Cabe aos pais, também, a tarefa de educar… de desligar a tv e de conversar, brincar, passar um pouco de tempo, ao lado de nossas crianças e ensiná-los valores, regras, conhecimentos…  Cabe aos pais impor os limites, de disciplinar os filhos.  Essas não são tarefas simples e normalmente, exigem sacrifícios que não muitos estão dispostos a fazer, mas tem que ser feito.

O fato de não estarmos fazendo isso, resulta na geração “perdida” que temos. Pessoas sem rumo, consumistas, sem valores, onde o único deus é a TV, etc.  É preciso mudar e para mudar é preciso coragem em força de vontade para promover as alterações necessárias.

Gradneza do mar Fevereiro 16, 2009

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
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Veja abaixo uma apresentação linda sobre a questão de humildade e como devemos nos posicionar diante a vida.

grandezadomar

História do ferreiro Fevereiro 10, 2009

Posted by aoqfonseca in Filosofia, bíblico.
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Hoje recebi por email aquelas mensagens que muitas vezes nem abro, mas por acaso resolvi ler. Acabei sendo surpreendido por um texto lindo que reproduzo-o abaixo para vocês:

Havia um ferreiro numa vila que após uma vida de excessos  resolveu consagrar sua vida a Deus. Durante muitos anos, procurou realizar caridade, cumpria com seus deveres, mantia seus valores morais, mas, apesar de todo este esforço e dedicação nada parecia dar certo em sua vida, pelo contrário, dívidas cresciam e acumulavam, brigas constantes, etc.

Uma bela tarde, um amigo  que o visitara, e que se compadeceu de sua situação dificil, comentou: ” É realmente estranho que jsutamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar”. E ele continuou : ” Não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença espiritual, parece que nada tem melhorado”.

O ferreiro não conseguiu respondê-lo imediatamente, mas sentia que necessitava dizer algo para o amigo. Ele já havia meditado no assunto várias vezes e se colocado a mesma questão. Entretanto sentia que algo de maior atuava e baseando-se nisso respondeu: “Eu recebo em minha oficina o metal, aço, que ainda não foi trabalhado e preciso transformá-los em espada.  Você sabe como faõ isso?  Primeiro aqueço o metal  num calor absurdo, até que fique, vermelho.  Em seguida golpeio  com meus martelos mais pesados para dar-lhe a forma desejada. Logo depois mergulho a peça no balde de água fria  e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor.  Repito estas ações até que obtenha a espada perfeita.  Uma vez não é suficiente” .

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou: ” As vezes o aço que chega até minhas mãos  não consegue suportar o tratamento… o calor, as marteladas, água fria,  acabam por gerar rachaduras nele. E eu sei que ele não dará uma boa espada . Então eu simplesmente o coloco num monte de ferro velh0 que tenho em frente a minha oficina. “

O ferreiro fez outro longa pausa e terminou: ” Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições; tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes, sinto-me tão frio  e insensivel  como a água fria que faz sofrer o aço. Mas a unica que coisa que peço em minhas orações é que Deus não desista de mim  e continue até que eu tome a forma que ele espera de mim.  E que jamais desista de mim e me coloque na pilha do ferro velho de almas.

Espero que entendam que não viemos a vida para nos divertirmos somente, viemos a trabalho e as dificuldades são parte e devemos aceita-los como uma forma de moldar nosso caracter.