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Ninguém é insubstituível – Será ? Janeiro 30, 2009

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
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Segue abaixo um texto que acabei de receber de um colega por email e por ser lindo resolvi transcrever. O autor é este meu amigo, Marcelo Portela. A autora correta é Celia Spangher (obrigado pela correção)

Será mesmo que você é substituível?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível”.
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.. Os gestores se
entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se
levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? – encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?
Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito
pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam
achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só
encontrar outro para por no lugar.
Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha?
Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul
Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar ’seus gaps’.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços
em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol
do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas´ de sua equipe
corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas
tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele
Bündchen por ter nariz grande. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou
em cena e falou mais ou menos assim:
“Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias… e hoje, para
substituí-lo, chamamos:.. Ninguém… pois nosso Zaca é insubstituível”

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único….com toda certeza ninguém te substituirá.

Morte de jovem 23 anos na Lapa – ABSURDO Janeiro 22, 2009

Posted by aoqfonseca in família, politica.
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Peço desculpas ao que acompanham esse blog para tratar de um assunto que a princípio não tem relação com os temas que abordo aqui.  Nesta última sexta-feira um jovem foi morto com um tiro na cabeça num bar da Lapa. Segundo alguns que lá estavam, o disparo veio da vizinhança e seu motivo foi o excesso de barulho . Será que estamos andando para trás ? Que ser humano é este que habita esta cidade ?

Hoje criamos nossos filhos em meio uma realidade cruel onde impera a noção de falta de valores.  Vivemos numa cidade sem lei, sem respeito, sem cidadania, sem valor, uma cidade de bandidos. Criar um filho aqui é quase um ato de irresponsabilidade, pois estamos expondo-as a um suicidio moral.  Exemplo: um jovem de 23 anos é morto por uma pessoa que incomodada com o barulho dispara com sua pistola.  Por acaso, essa menino é irmão de uma pessoa com a qual trabalhei e tenho carinho.

O mais bizarro desta loucura é ler os comentários no Oglobo, onde pessoas apoiam a atitude do assassino.

Para fins de esclarecer as coisas, oque esta pessoa fez foi assassinato ! E por motivo futil. Vamos ver se descrevo a cena e percebem oque aconteceu: uma pessoa vai a janela de seu apartamento, pega sua pistola, faz a mira na direção do bar, ve que ele está lotado de gente, e atira.  Coitado… ele estava querendo apenas dormir… deu um tiro por que não aguentava mais o barulho… pobre assassino… Parem por favor !!!

Caso alguém se incomode com o barulho pode chamar a polícia. Caso esta não resolva, podem ir na associação de moradores e fazer um abaixo assinado e encaminhá-lo ao prefeito. Caso isso não funcione, podem mandar esse abaixo assinado para os jornais, fazerem passeatas, etc. Mas atirar e matar alguém… isso é coisa de animal.  E quem tenta justificar o ato deste individuo está sendo conivente com esta loucura.

Até quando vamos ficar sentados esperando a próxima vítima ? Alguém se lembra do menino arrastado ? Alguém lembra do pm que metralho um carro com uma criança e sua mãe dentro ?

Claro que não…. A culpa da violência não é nossa e nosso descaso… A culpa é do outro… Quem é este outro, ninguém sabe.. Culpa do prefeito que foi eleito por nós; culpa do governado, que foi eleito por nós; culpa de Deus que não impediu o assassino…. nunca nossa!

Vamos parar com esta hipocrisia. Vamos a luta ! Vamos fazer a internet trabalhar em favor de nossa causa: PAZ NO RIO.. Mandem milhões de emails para a prefeitura… mande corrente de emails pedindo denuncias, alguém vai acabar contando onde está o assassino, etc.  Vamos lá…  Parem de ficar falando bobagem em comentários e façam algo, antes que a violência que insistem em justificar chegam a vocês.

Ser Feliz Janeiro 13, 2009

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
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Tenho recebido alguns emails, do tipo corrente, e com frequencia a mensagem é a questão da felicidade ou ser feliz. Existem vários textos sobre o assunto, sendo que um deles, penso eu, é que mais parece verdadeiro quanto a ser feliz.

Como diz o texto colocamos a responsabilidade de nossa felicidade em fatos externos, exemplo : “Quando for rico serei feliz”; “Quando me casar serei feliz”; ” Quando tiver um emprego serei feliz”; “Quando eu tiver um filho serei feliz”.  Isso só tem uma consequencia : frustação.  Acredito que a felicidade é um estado de espírito e por isso depende unicamente de nós mesmo. Por esta responsabilidade sobre os ombros de outro é loucura e cruel, pois gera nela uma carga enorme de nos fazer feliz.

Essa atitude, ao meu ver, também nos colocar numa posição de espera eterna:  sempre tem alguma a acontecer antes de ser feliz. Isso deve ser horrível pois pode ser que o esperado aconteça ou não e logo, todas as esperanças, podem vir por “água abaixo” e gerar mais decepção.

Não existe uma “estrada” para ser feliz… ser feliz é a via… é a opção a ser feita. Não existe nada que nos trará felicidade, somente nós.  Quando mudarmos nossa forma de viver, pensar, sentir e passar a ser mais positivo, a entender que para ser feliz basta querer e estar feliz muita coisa mudará.

Revendo a história e as dívidas externas Janeiro 8, 2009

Posted by aoqfonseca in politica.
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Recebi por email de um amigo o texto abaixo atribuído a um embaixador mexicano de descendência indigena. O texto é brilhante e nos leva a refletir um pouco na nossa história brasileira. Será que não estamos no mesmo barco ? Vejam abaixo:

REFAZENDO A HISTÓRIA
… tudo é uma questão de ponto de vista histórico…
Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, defendendo o pagamento da dívida externa do seu país, o México,embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia.
A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente:
Os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.
Eis o discurso:
“Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a “descobriram” só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento – ao meu país – com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.Eu também posso reclamar pagamento de juros.
Consta no “Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais” que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo  andamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização  européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas. Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano MARSHALL MONTEZUMA”, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No
aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma
economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente,
temos demorado todos estes séculos em cobrar.
Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de  ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata… quanto pesariam se calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas. Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma  privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica…”.
Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma
tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa. Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem
suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados

Texto sobre a crise mundial Janeiro 8, 2009

Posted by aoqfonseca in guerra, politica.
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Segue abaixo um texto recebido por email. Sei que o tema foge um pouco do assunto dos demais post neste blog, mas sua importância justifica tal atitude.

Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.

“Vou fazer um slideshow para você.  Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes. Quem sabe até já se acostumou com elas. Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos. Os slides se sucedem. Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro. Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.  Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem. São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs.
Criam entidades. Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar. Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo…

Espero que todos reflitam e vejam o quanto absurdo esta situação é…. Gastamos mais de 2 trilhões para salvar empresas que de forma gananciosa abusaram do mercado tentando ganhar dinheiro de forma fácil.  Se eles puderam fazer isso porque não usaram este dinheiro para ajudar os famintos?

Ano Novo, Vida nova ???? Janeiro 5, 2009

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
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Bem senhores, o ano novo chegou e confesso que estou meio decepcionado… Nada mudou (risos). Bem brincadeira parte, muitas pessoas, inclusive amigos meus, parecem acreditar que esta virada do ano é mágica, pois tudo será diferente: os problemas desaparecerão, as alegriar virão, etc…  Mas infelizmente o dia primeiro vem e nada mudou.

A questão senhores que o principal responsável por tudo que nos acontece continua o mesmo: nós !  Aos poucos, venho cada vez mais, confirmando que não existe nenhum agente externo que possa alterar nossa felicidade ou infelicidade, somente a gente mesmo tem este poder.  Isso pode parecer filosófico, mas acreditem: é mais pura verdade. Sem refletirmos um pouco sobre a questão e analisarmos com calma algumas situações que achamos que foram os outros os responsáveis veremos que no fundo, despidas as ilusões, fomos nós que fizemos algo, ou aceitamos, etc.

Por isso, neste curto post gostaria de fazer um convite a todos para que neste novo ano, assumemos as redeas de nossas vidas, paremos de culpar os outros pelos nosso fracassos. Somos nós os responsaveis por sermos felizes ou infelizes. Não existe outro.