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Pátria Madastra Vil – Clarice Zeitel (UNESCO) Setembro 21, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, livros, natureza humana.
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Transcrevo abaixo a redação premiada pela UNESCO

‘PÁTRIA MADRASTA VIL’
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil  está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’.

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com  outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

Príncipio do Vazio Setembro 21, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, natureza humana.
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Hoje recebi um texto, destes em formato em power point, com uma mensagem que gostaria de passar para todos que leêm este blog.  Não sou muito fã deste tipo de mensagem mas por vezes acabo surpreendido por textos maravilhosos.

O email falava do “Princípio do Vazio”. Este vai de encontro com outro post que escrevi sobre a questão da faxina que por vezes temos que fazer em nossas vidas. O princípio diz que precisamos abrir vazios em nossas vidas para que o novo entre. “Abrir vazios” significa abrir mão de alguma coisa.  Um bom exemplo, são nossas casas: se ela estiver cheia de coisas como podemos querer colocar algo novo dentro dela. Como queremos que ela fique arrumada?

O mesmo acontece como nosso interior. Não podemos ter um novo sentimento se tivermos o nosso intimo pleno, seja do que for.  Ainda mais se estivermos cheios de sentimentos ruins.  Costumo dizer as pessoas que me procuram em busca de ajuda que os sentimentos ruins são densos e volumosos; ocupam muito espaço e pesam bastante. Jáo sentimentos bons, ligados ao amor, são leves compactos, e por vezes ajudam a nossa caminhada. Por isso, tomando como base o “Principio do Vazio”, precisamos faxinar nosso corações e estabelecermos vazios para que coisas novas e de preferencia boas entrem.

Lei da Atração e teoria dos espelhos Setembro 14, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
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Últimamente tenho passado por algumas experiências  que tem me feito repensar diversos posicionamentos meus até o momento. Uma das coisas que mais estou me questionando é a questão dos sentimentos que alimentamos em relação as situações desagradáveis que somos obrigados a passar em nosso dia a dia. Junto a isso, reli um texto que estava quase esquecido em meus emails arquivados sobre a questão do espelho

Muitos devem conhecer o fenomeno editorial destes últimos anos que foi o livro “O Segredo”. Nele a autora tenta definir o que ela acredita ser a questão da lei da atração e, como todo bom livro de auto-ajuda, ensinar como usá-la ao seu favor.  Pegando um carona nisso, penso que esta lei é verdadeira e regente. Dentro da física ela é bem real pois então porque não seria em nossas vidas.  A minha visão dela é que a vida é como um espelho: se sorrimos ela sorri de volta, se xingarmos ela xinga-nos, e por aí vai.

Uma outra metáfora que gosta de utilizar é do imã. Ao definirmos nossa “polaridade” definimos oque iremos atrair. Essa polaridade é definida pelas escolhas que fazemos em nosso íntimo.: nossos sentimentos, atitudes, plavras, pensamentos, etc. Ao alimentarmos sentimentos, pensamentos, comportamentos ruins acabamos por definir uma polaridade que invariavelmente irá atrair coisas ruins. Remontando a questão dos espelhos, se fazemos “cara feia” a vida irá mostrar a sua “cara feia” também.

Por isso, tenho tentado escolher melhor meus alimentos sentimentais, meus estímulos, meus pensamentos, etc. Evito determinados comportamentos pois sei que eles poderão me levar a um estado ruim de atração do negativo e isso definitivamente eu não quero.

Metamorfose ambulante Setembro 11, 2008

Posted by aoqfonseca in natureza humana.
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Gostaria de trazer aqui para o blog uma discussão que tive com um amigo. Falavamos sobre a questão da arrogância e das pessoas que são irredutíveis. Discutimos por um bom tempo as opnião, claro, divergiam em certo modo mas o resultado foi bastante proveitoso.

Na terça-feira, devido a uma doença, fiquei em casa, e tive a oportunidade de ver a televisão na manhã,. Num desses programas matinais, a apresentadora leu uma história, segundo ele verídica, sobre o dialogo entre um comando da marinha americana e um controlador de fluxo maritimo canadense. Contou ela que o comando pegou o radio e ordenou em voz forte que a embarcação a sua frente mudasse seu curso para 15 graus ao norte.  O canadense então respondeu, sem hesitar, que o navio americano mudasse seu curso 115 graus ao sul. Após longa discussão, o comando americano, cheio de pompa e arrogância, ordenou a mudança e disse que caso não fizesse ele iria contra-atacar. O canadense calmamente respondeu: Somos um farol, o senhor deve mudar seu curso 15 graus ao sul.

Esse trecho transcrito acima representa bem o mal que arrogância traz ao ser. Ela nos cega e nos impede ver o quanto, muitas vezes, somos tolos e agimos como idiotas.  A arrogancia é fardo pesado que se opta a carregar. Por isso, ser arrogante é burrice. Pois impede o aprendizado, impede a visão ampla dos fatos, impede a chance de se optar pelo novo e agariar simpatia.

Quando as pessoas de opniões eternas a estas digo um frase que ouvi: ” Não mudar é muito dificil… olha as pedras com o tempo elas se desgastam, já o bambu cresce forte e vistoso” .  Ter uma opnião forte e lutar por ele é sinal de inteligencia porém ser inrredutivel é estupidez. Só cansa.  Ser flexível ao novo, aceitar é algo que torna a vida mais suavel, leve. Nâo é para aceitar tudo, mas ser menos crítico. Se houverem argumentos justos e bons porque não mudar ???

Por isso estou abrindo mão da arrogância e estou aceitando ser uma metamorfose abulante como dizia Raul Seixas.

Faxina da Alma Setembro 10, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, natureza humana.
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Hoje escutei uma leitura de um texto numa rádio (programa que recomendo muito) transamérica. O texto versava sobre a questão do que “carregamos” dentro de nós.  Vou tentar transcrever alguns trechos e passar algumas de minhas opniões sobre o assunto.

O escrito começava por dizer que precisamos sempre que possível fazer um faxina de tudo que carregamos em nossos interiores. Essa faxina deve ser algo criterioso e devemos tomar como prioridade de descarte tudo aquilo que se refere ao negativo: sentimentos de raiva, ódio, vingança, tristeza, pensamentos futéis, etc. Essa limpeza deve ter como objetivo a criação de espaços para que novas idéias e sentimentos venham, de preferência os bons.

Um outro aspecto, também interessante, é que de certa forma, esta carga, influi diretamente na atração que exercemos no universo.  De certa forma, acredito eu, a coisa age como imã que atrai o semelhante. Logo se temos muitas coisas “negativas” acabamos por atrair coisas ruins e o contrário é válido também.

Uma coisa que aprendi ao longo da vida foi que refrescar a nossa mente e coração é algo vital. Através desta renovação que conseguimos manter-nos vivos e em dia com os passos da vida. Uma alma “plena”, cheia de entulhos é incapaz de absorver uma novidade por mais salutar que esta seja.  Limpar é criar espaço para o novo e, de certo modo, controlar o peso de bagagem na viajem de nossas existência.

Quem gostaria de ter um caminhão de lixo ? Possívelmente ninguém. Mas quem não gostaria de ter um caminhão de flores, ou de perfumes, etc. Faxinar nosso espírito é algo essencial para vida e para nosso moral.  Pois nossas cargas definem, em parte, quem somos. Pessoas essencialmente negativas possuem mais coisas negativas e vice-versa.

Bem termino por propor uma pausa na sua correria, e alguns minutos de meditação. Sem receitas, coloque-se a refletir em sua carga e elimine o indesejável, o pesado, o amargo, o ruim.  Com certeza restará os sentimentos puros, pensamentos elevados, pois estes são leves, doces, confortantes. No fim deste processo a carga será leve e a mente estará aberta ao novo como a mente de um bebê e seu poder de atração irá, com toda certeza, trazer bons fluídos.

Retornando aos poucos… Setembro 8, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, natureza humana.
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Appós um longo sumiço, cá estou eu de novo. Estes últimos tempos tive que focar em outras coisas, principalmente em um projeto que gerencio. Com isso, fiquei sem grandes idéias, tempo, etc para postar.  Prometo que vou retornar aos poucos pois as outras demandas ainda são grandes mas a necessidade de escrever também.

Bom, como primeiro post de retorno gostaria de transcrever um email que recebi hoje sobre como nossas pequenas escolhas podem ser verdadeiramente significativas:

Bom final de semana!!!!

SER FELIZ OU TER RAZÃO?

Oito da noite, numa avenida  movimentada. O casal já está atrasado
para jantar na casa de uns amigos. O  endereço é novo, bem como o
caminho que ela consultou no mapa antes de sair. Ele  conduz o
carro.

Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele
tem  certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de
atrasados, poderão  ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe,  então, que estava errado.

Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado,
enquanto  faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema
se chegarem alguns  minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: -
Se tinhas tanta certeza de que eu  estava indo pelo caminho errado,
devias ter insistido um pouco mais…

E ela diz: – Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à  beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos
estragado a  noite!

MORAL  DA HISTÓRIA:

Esta  pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra
sobre  simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar
quanta energia  nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão,
independentemente, de tê-la  ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me
perguntado com mais freqüência:  ‘Quero ser feliz ou ter razão?’ Outro
pensamento parecido, diz o  seguinte:   ’Nunca  se justifique. Os amigos
não precisam e os inimigos não acreditam.