Viver para trabalhar ou trabalhar para viver ?

Hoje gostaria de trazer um assunto que tem sido bastante presente nos últimos dias em minha vida: a relação que temos com o trabalhar. Acredito que trabalhar faz bem e nos engradece em diversos aspectos: moral, psciologico, social, pessoal, etc, porém trabalhar demais é inverter a ordem das coisas. Penso que devemos trabalhar para viver e não viver para trabalhar.

Eu tive um acidente onde amputei parte do meu dedo indicador da mão direita. Devido isso, segundo o médico que está me acompanhando, seria necessário que ficasse fora do trabalho por 15 dias no mínimo. Entretanto, estou num projeto onde sou uma peça importante e minha ausência ocasionaria paradas. Com isso, fiquei apenas 4 dias em casa e já estou de volta “ao batente”.  Pode ser que isso não venha causar nenhum mal, mas as chances são grandes.

Uma coisa que tenho tentado me conscientizar é que não sou único e insubstitutivel. Logo, se eu vier a faltar a empresa ela não parará ou falirá. Terá seus problemas mas seguirá a diante.  A questão, no  meu caso, é que tenho o que muitos chamam de “senso de responsabilidade”, ou seja, não me sentiria bem eu em casa se existe a possibilidade de trabalhar mesmo de forma parcial. Porém onde fica minha saúde nesta história toda ? E o ser humano, eu, ficou em segundo plano, sendo que, deveria ser a prioridade. Porque insisto em me sacrificar ? Porque esse loucura é quase um regra e não excessão ?

Tomando o meu caso como exemplo, vejo o quanto é loucura algumas modas e comportamentos que temos adotado (a maioria dentro do meu “mundo” de conhecidos).  As empresa adoram os viciados em trabalho e incentivam tal comportamento. A questão é se isso será saudável ou não. Eu acredito que não.  Preciso, e me dou a liberdade de dizer que todos precisam e não só eu, aprender que primeiro vem a vida, a saúde, a família, o individuo, depois vem o trabalho, a empresa, etc.

O problema está na inversão dessa ordem: prioridade da empresa, do trabalho, etc.  Ao trocar os lugares, a vida tornasse monotona… sem grandes lições, sem grandes momentos…

Por fim, conto que cá estou eu no trabalho, meu dedo não está cicatrizando bem, mas o projeto está caminhando.

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