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Viver para trabalhar ou trabalhar para viver ? Junho 26, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, Trabalho, família.
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Hoje gostaria de trazer um assunto que tem sido bastante presente nos últimos dias em minha vida: a relação que temos com o trabalhar. Acredito que trabalhar faz bem e nos engradece em diversos aspectos: moral, psciologico, social, pessoal, etc, porém trabalhar demais é inverter a ordem das coisas. Penso que devemos trabalhar para viver e não viver para trabalhar.

Eu tive um acidente onde amputei parte do meu dedo indicador da mão direita. Devido isso, segundo o médico que está me acompanhando, seria necessário que ficasse fora do trabalho por 15 dias no mínimo. Entretanto, estou num projeto onde sou uma peça importante e minha ausência ocasionaria paradas. Com isso, fiquei apenas 4 dias em casa e já estou de volta “ao batente”.  Pode ser que isso não venha causar nenhum mal, mas as chances são grandes.

Uma coisa que tenho tentado me conscientizar é que não sou único e insubstitutivel. Logo, se eu vier a faltar a empresa ela não parará ou falirá. Terá seus problemas mas seguirá a diante.  A questão, no  meu caso, é que tenho o que muitos chamam de “senso de responsabilidade”, ou seja, não me sentiria bem eu em casa se existe a possibilidade de trabalhar mesmo de forma parcial. Porém onde fica minha saúde nesta história toda ? E o ser humano, eu, ficou em segundo plano, sendo que, deveria ser a prioridade. Porque insisto em me sacrificar ? Porque esse loucura é quase um regra e não excessão ?

Tomando o meu caso como exemplo, vejo o quanto é loucura algumas modas e comportamentos que temos adotado (a maioria dentro do meu “mundo” de conhecidos).  As empresa adoram os viciados em trabalho e incentivam tal comportamento. A questão é se isso será saudável ou não. Eu acredito que não.  Preciso, e me dou a liberdade de dizer que todos precisam e não só eu, aprender que primeiro vem a vida, a saúde, a família, o individuo, depois vem o trabalho, a empresa, etc.

O problema está na inversão dessa ordem: prioridade da empresa, do trabalho, etc.  Ao trocar os lugares, a vida tornasse monotona… sem grandes lições, sem grandes momentos…

Por fim, conto que cá estou eu no trabalho, meu dedo não está cicatrizando bem, mas o projeto está caminhando.

Liberade de expressão Junho 21, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, politica.
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Esses dias um fato ocorrido em São Paulo reviveu a questão da liberdade da imprensa e de qual deve ser seu posicionamento na sociedade atuais.  No jornal Folha de São Paulo foi publicada uma entrevista com a pré-candidata Marta Suplicy. A turma do TRE de São Paulo, entendeu que tal ato configurava uso eleitoral e condenou o jornal. Neste gancho diversos políticos, juristas, etc, reviveram a calorosa discussão da liberdade de imprensa e de sua papel.

Antes de mais nada gostaria de dizer que irei manifestar minha opnião como cidadão e não especialista no assunto (não sou jurista, jornalista, advogado, político, etc).

Acredito que liberdade não pode ser confundida com falta de responsabilidade. Hoje, os jornais tem abusado do direito, e não só eles, parlamentares muito mais, de falar, de expressar quaisquer opniões e não quererem ser responsaveis por elas. Isso fere o bom senso e para mim torna desleal a relação social entre autores e referidos dos artigos.  A imprensa marrom, ou imprensa de midia e famosos, é a mestre nisso e creio que criadora deste estilo irresponsavel de noticia.  Não é proibido ter opnião, ruim é não assumir as responsabilidade que expressá-la traz.

Não existe jornalista bobo. Acho que são pessoas ultra inteligentes e consciente de sua capacidade de influenciar. Hoje, não existe poder maior do que a “opnião publica”. O jornalista  sagaz é capaz de construir ou descontruir um politico ou outro qualquer. Basta escolher o enfoque. A questão que fica é a responsabilidade, seja ela legal, moral ou civica.

Desejar a liberdade de expressão mas não querer a responsabilidade é um jogo imaturo e infantil. Todo o poder traz grande responsabilidade. Ter um audiencia alta e fingir que seus comportamento não afeta diretamente a sociedade é tolice.  É no minimo zombar de minha inteligencia. Por mais que seja eu critico em relação ao que leio, um artigo de Arnaldo Jabor, Mirian Leitão, merecem muito meu respeito e me influenciam diretamente pois os considero genios naquilo que fazem.

Por fim, liberdade tem o seu preço: eterna vigilancia e claro a responsabilidade. Emitir opniões publicamente não é brincadeira e precisa cuidado.

Uma boa dose de autoridade não faz mal. Junho 21, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, politica.
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Em muitas conversas com amigos um tema que considero de interesse comum é a questão da autoridade. A autoridade dado toda história que temos sempre nos soa como algo negativo pois dela vem a imagem das ditaduras, ordens, etc.  Mas autoridade é algo necessário e na medida certa, como tudo na vida, traz bons frutos.

Autoridade é como o sol que alguma vezes pode ofuscar e trazer desconforto, outras pode ser um bom amigo a indicar o caminho, um calor ao corpo frio, etc. A questão é que ao longo dos tempos a autoridade foi usada de forma exagerada e explorado sempre o seu pior lado: a hierarquia mandatória. Isto gerou um receio coletivo e aversão.  Porém a falta de autoridade, sua total ausência, é uma anarquia, que no meu ponto de vista, é o fim da sociedade organizada, é desordem. Exemplos do abuso,  foram as ditaduras que se instalaram em vários períodos históricos e que deixaram feriadas profundas em todos nós.  Exemplos de sua falta, é o nosso cotidiana onde a falta de um autoridade justifica, em parte, a criminalidade alarmante que nos encontramos.

 Mal uso da autoridade está no exagero e no foco no aspecto errado. Ao direcionar a atenção no ponto da obediência, da imposição, subjulgar, entre outras características semelhantes,  tem se o uso inadequado da autoridade, pois a autoridade em si é formada por este mas também por outras coisas.  Dentro da autoridade existe também a vigilância, proteção, equilibrio de poder, lideranças, etc.  Ela é formada por todos estes aspectos, o que a faz ser “boa ou ruim” são as proporções de cada.

O totalitarismo, a presença da autoridade negativa, cujo o foco são nos aspectos de obediência, imposição, etc, é algo ruim, pois de certa forma cria um sociedade estruturada imposta onde não existe espaço para discordar, pensar ou ser diferente. Este sempre foi a característica marcante das ditaduras e que levou muitos considerar a autoridade como algo ruim, doloroso, desumano

A falsa anarquia, desgoverno, é ausencia total da autoridade. A autoridade é figurada pelo estado porém o estado não a exerce deixando uma lacuna que acaba sendo preenchida pela criminalidade. Isso cria uma desordem e gera sociedades “caóticas”.

Acredito que não podemos ir “nem para um lado, nem para outro”, devemos seguir o caminho do meio. A autoridade é necessária  e deve se fazer presente explorando seus aspectos positivos: vigilancia, proteção dos fracos, controle, liderança, norteamento, etc.  Entretanto, ela é o conjunto por isso os outros aspectos devem também estar presente mas suas prioridades baixas e sempre subjugadas a democracia e liberdade social.

Sem expectativas Junho 21, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
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Uma das coisa que tento mais me desvenciliar são as expectativas. Elas não são nunca boas pois sempre me colocam num posição de possível decepção.

Ter expectativas em relação a qualquer coisa ou pessoa nunca é saudável. No meu entender, isso só fomenta possiveis decepções e cobranças. Quando nada esperamos o que vier é lucro. Coloco isso pois ultimamente tenho passado por maus pocados pois criei expectativas infundadas em relação a pessoas e situações e hoje estou curtindo uma boa “fossa” pois nada aconteceu como desejava.

Pode parecer que estou maluco ao afirmar que não devemos esperar nada, parece num primeiro momento o mesmo que dizer que não devemos desejar nada, não ter ambição.  Cuidado: ambição é uma coisa e expectativa é outra. Ambicionar é desejar, sonhar com algo, expectativa é esperar. Um é combustivel de ação outro é passividade.

Ao desejar ou ambicionar algo, criamos um motor que nos impulsiona para frente. Traçamos um objetivo, e passamos a desenhar nossas ações pautadas na meta. Esperar, é acreditar que alguém, algo , irá seguir ou acontecer de uma forma que gostaríamos. Ambicionar não é ruim, criar expectativa sim, pois ao querer tomamos a atitude e somos autores dos fatos, ao criarmos expectativas somos espectadores a crer que tudo pode ocorrer de uma forma.

Ao abidicar da expectativa nos tornamos imunes a decepção e passamos, quase que por consequencia, melhores seres humanos. No momento que nada esperamos, nada cobramos e com isso viver ao nossa lado se torna leve e simples. Cobranças são venenos a quaisquer relações e se elas não existem, é como se vivessemos num ciclo de lucro eterno. Tudo que nos é dado é suficiente, inexperado, etc.

Insisto que não se deve confundir as coisas. Viver sem ambição é ser nulo em termos de vida, mas viver sem expectativas é ser sabio e imune as doenças emocionais que dela decorrem.

Arte da prudência Junho 20, 2008

Posted by aoqfonseca in livros.
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Como prometido e vendo que a procura tem sido grande, segue mais um aforismo do livro Arte da Prudência de Baltazar Gracian.

Deve-se começar o fácil como se fosse dificil e o dificil como se fosse fácil

Assim, não se fica confiante demais nem desanimado. Não existe nada pior do que dar algo por feito. É o que basta para não fazê-lo. O esforço torna plano o caminho impossível. Nos momentos mais difícieis não se deve pensar, e sim agir. A visão do perigo paralisa.

A mensagem que fica é que sempre devemos seguir a diante… parar nunca pois senão criamos raízes e deixamos de ser humanos para virar árvores.

De volta aos teclados… Junho 19, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
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Pessoal, a recuperação está em “vento em popa”. Já estou conseguindo escrever com alguma dificuldade.

Estou com uma boa coleção de textos para publicar, espero que gostem.

Janelas de memória – primeira parte Junho 19, 2008

Posted by aoqfonseca in educação, filhos, livros, natureza humana.
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Tenho lido, por diversos motivos, muito livros do autor Augusto Cury. Ele é um pesquisador na área de psicologia e inteligencia. Uma de suas teorias que considero incrível é a questão da janelas de memória. Janelas de memória é um tentativa de explicar como nós retemos determinados fatos em nossa memória do ponto de vista da psique e emocional.

Podemos pensar em nossas memórias como se fossem papéis de fotos. Quanto maior a exposição mais nitida e duradora será a memória.  A intensidade de exposição, no caso da memória, são as emoções associados aos fatos retidos.  Vale ainda diferenciar, dentro desta teoria, os sentimentos positivos dos negativos. Os sentimentos negativos são todos aqueles que nos fazem “mal” : tristeza, abandono, raiva, decepção, etc. Os sentimentos positivos são os ligados a coisas boas.  Os sentimentos negativos tendem a ter mais intensidade por serem próximos da natureza animal intrisecca ao ser humano.

Mas porque estou falando sobre isso, sobre as janelas de memória ? Pois elas me ajudaram a compreender muita coisa e me fizeram repensar muitas das minhas reações diante aos nosso filhos.

Como as crianças tem a mente muito mais aberta e receptivel que a nossa,  este processo de retensão de lembranças é muito mais intenso neles do que em nós, embora o mecanismo seja o mesmo. Sendo assim, temos que tomar muito cuidado com o estimulos que estamos dando pois eles definirão as memórias que irão constituir a psique do infante no futuro.  Isso também se aplica as nossas reações, pois diantes delas serão definidos quais fatos serão retidos nas lembranças e com isso como seremos lembrados por nossos filhos.

Visitar a si próprio Junho 17, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, natureza humana.
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Algumas vezes releio antigos posts. Passei a ter esta prática após uma conversa com amigo onde ele sugeriu sempre que possível deveríamos nos revistar e analisarmos nossas atitudes, etc, e realinhara a vida de acordo com os objetivos centrais. Confesso que no começo é bastante difícil pois acabei fazendo esta revisita de forma muito mecânica e superficial, mas a medida que persistia, tomava consciência de quanto esta atitude é boa e produz excelentes frutos. Hoje, sou um “viciado”.Chego a ficar irritado quando não tenho meu “tempinho de reflexão”: meu dia passa e acabo com a sensação de incompleto; faltou algo para terminar bem a jornada.
A reflexão é fácil e deve ser aplicada a tudo que fazemos. Muitos chamariam de meditar, oque não deixa de ser verdade, embora acredite que seja mais um “passar a limpo” o que foi feito. Gasto cinco minutos: coloco uma música calma e tento repassar mentalmente todas as palavras ditas, todos os textos escritos, todas atitudes tomadas, cada reação… Depois repasso meus objetivos, analiso-os para ver se ainda são coerentes com meu projeto de vida. Me autocritico. Por fim o saldo sempre é uma pessoa mas madura e coerente do que antes.
Claro que escrever ajuda muito isso, pois permite ter um diário que poderá ser consultado mesmo tempos depois e durante o ato da escrita, acabamos por “digerir” todo esse dia a dia e fazendo o processo de revisitar-nos. Por isso, ultimamente tenho me dedicado a reler meus escritos. As conclusões são impressionantes: como os textos foram evoluindo; comos os temas foram caminhando para um lugar comum; como a fluidez no “escrever” foi aumentando, etc. Em outros aspectos, é legal ver como fui mudando ao longo do tempo. E como ter um retrato de cada momento da minha vida.
Posso afirmar, após esta revisitada, que sou completamente diferente do autor do primeiro texto e com objetivos diverso. Isso é super legal. Mostra que não somos obrigados a seguir a mesma estrada sempre e que não precisamos ser a mesma pessoa sempre. Mudar, abidicar, escolher, etc são coisas inerentes aos que querem viver em plenitude.
Nem sempre as revisões são boas, pois por vezes me vejo de novo em situações ruins, de onde sai e não gostaria de voltar. Entretanto, isso também é importante, porque reforça a lição ou a apriomora ou novas lições surgem. Por isso, mão as obras e vamos vasculhar nossos entulhos emocionais e colocar a casa em ordem. E esse passo é o mais dificil de alcançar.
Revisar coisa mais objetivas como textos, conversas, etc são coisas relativamente simples pois ficam dentro da esfera do racional, do lógico. Entretanto, revolver o passado emocional é muito mais difícil embora traga conclusões mais reveladoras. O passado emocional significa reviver em certa escala, a situação que desencadeou tais sentimentos, porém guardando um distanciamento cientifico. É algo que os sábio diriam de “nos colocarmos na pele do outro”.

Propaganda da ABI – Associação de Imprensa Brasileira Junho 17, 2008

Posted by aoqfonseca in ensino.
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A Vírgula

A vírgula pode ser uma pausa… ou não.

Não, espere.

Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.

23,4.

2,34.

Pode ser autoritária.

Aceito, obrigado.

Aceito obrigado.

Pode criar heróis.

Isso só, ele resolve.

Isso só ele resolve.

E vilões.

Esse, juiz, é corrupto.

Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.

Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.

Não queremos saber.

Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

Aviso Junho 17, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
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Pessoal neste sábado passado sofri um acidente doméstico onde cortei parte do meu dedo indicador, por isso, não terei muito como postar novos textos nestes próximos dias.

Sei que ando sumido e que já faz algum tempo que não trago nenhuma novidade mas a vida tem sido bastante corrida e as vezes precisamos focar em outras coisas, não que elas sejam mais ou menos importante.

Prometo sempre que puder fazer um esforço de escrever algo e postá-lo aqui. Tenho alguns textos já prontos que  irei revisar e publicá-los.

Obrigado a todos