Bem aventurados os mansos pois deles serão o paraíso… Maio 2, 2008
Posted by aoqfonseca in Filosofia, Jesus, bíblico.Tags: Jesus, bilbia, mateus, mansidão
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Bem aventurados ps que são brandos, porque possuirão a Terra (S. MATEUS, cap V, vers. 4)
A muito tempo temos a prática de valorizarmos os corajosos. os que nada temem e que não pensam duas vezes antes de “brandir suas espadas”. Vemos isso com uma qualidade que transportada aos dias de hoje, reflete no comportamento agressivo que é constato em diversos grupos.
Escuto várias vezes de amigos, jovens e etc várias histórias onde relatam seus atos de bravura ao se meterem numa briga sem motivo aparente razoavel que o justificasse. Isso, de uma forma um tanto oculta (que hoje já está mais aberto) , é incentivado pelos próprios país e amigos, como se isso fosse uma qualidade que deveríamos cultivar. A agressividade já foi uma característica util a nós quando eramos habitantes de selvas e cavernas e precisavamos nos defender de grandes animais.
Nossa sociedade evolui e novos valores nos permitem viver sem este aspecto tão grotesco do ser humano. Dentro dos próprios ensinamentos Cristão, a agressividade é vista como falha de caracter e a brandura como característica dos “herdeiros do paraíso”. Ouso afirmar que é preciso muito mais coragem para ser brando que agressivo, pois a mansidão é escolha racional e a colére desmedida é instinto nato do bicho homem.
A benevolência, a calma, a paz interior, produz uma afabilidade no próximo e acaba por promover um ambiente sereno e tranquilo. Já a ira, produz o justo contrário, criando uma vibração que sintonizada gera a discórdia, inquietude e desconforto. Sendo assim, entendo menos ainda por que nos demoramos em não mudar e nos libertar de tal aspecto.
Porém é valido ressaltar que não devemos confundir a brandura com a educação, pois são muitos que na lábio carregam a doçura de um sorriso falso e no coração o veneno do ódio. Exemplos não faltam e deixa para cada um enumerar os seus. Uma outra coisa que é importante diferenciar é a questão da obediencia e da resignação. A obediencia é fruto do medo e da racionalidade, já a resignição é fruto do “coração”, do amor. Ressalto estes pontos devido ao fato de que muitos poderiam afirmar que minhas conclusões são baseadas em apenas bons casos de mansos. Entretanto, existem diversos que parecem ser manso e não o são: possuem obediencia, educação, falam com palavras doces, em sociedade sempre sorriem, mas em seus interiores persiste um vulcão emocional preste a explodir. Posso falar que conheço bem isso pois sou um exemplo disso e é uma luta vencer isto.
Por fim deixo a lição do mestre máximo, Jesus, e faço um convite a todos a tentar buscar a brandura em todos os nossos atos diários.
Caixa de Pandora: Onde está a esperança ? Maio 2, 2008
Posted by aoqfonseca in Uncategorized.add a comment
Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica que tantas vezes verifica-se ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto”
O trecho acima foi tirado do livro “Felicidade clandestina” de Clarice Lispector e me serve de ponto de partida para um coisa que gostaria muito de trazer: a esperança. Uma vez li sobre mito grego da caixa de Pandora : ” A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu.
Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu, antes de ser condenado a ficar eternamente acorrentado no Monte Cáucaso, tendo suas entranhas comidas pelo abutre Éton todos os dias, alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus.
Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa. Pandora trouxe uma caixa (uma jarra ou ânfora, de acordo com diferentes traduções), enviada por Zeus em sua bagagem. Ela acabou abrindo a caixa, e liberando os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira e a paixão. No fundo da caixa, restou a Esperança (ou segundo algumas interpretações, a Crença irracional ou Credulidade). Com os males liberados da caixa, teve fim a idade de ouro da humanidade. “
Acredito que hoje, devido a diversos motivos, abrimos nossa caixa de Pandora mas acabamos esquecendo da esperança no fundo dela. Como já disse em diversos textos anteriores, creio que hoje temos dados passos largos em direção ao nosso fim. Fim este que pode ser traduzido como destruição moral e física, ou seja, o tal Apocalipse.
Valores fundamentais a manutenção de nossa existencia foram esquecidos e nossas atividades atingiram seu patamar mais danoso a nosso meio ambiente. Tudo isso já seria suficiente para justificar a falta de crença no futuro, entretanto existe também a cegueira de muitos e não enxergar o óbvio. Confesso que sinto medo do futuro, pois não sei se as próximas gerações terão a chance de ver ou ter determinadas coisas que vi ou tive. Volta a dizer que não me refiro apenas a extinsão de animais e poluição, mas também de coisas emocionais, sociais e familiares, como por exemplo uma família com pai e mãe, jantares de família no domingo, etc.
Os sábios dizem que toda mudança de paradigma é precedida do caos ou desordem completa. É como se fosse necessário descontruir para poder construir uma nova realidade. Como falam os alguns: é o ciclo da vida agindo. E afirmo que é nisso que tenho apostado minhas esperanças. Pois diante do caos que percebo não sei se existe margem para credualidade.
Porém, a esperança deve ser a última morrer. Enquanto existerem homens notáveis e corajosos a alertar e lutar por algo de bom nesse mundo, me sinto na obrigação de continuar em frente e espera que dias melhores virão.