jump to navigation

Trabalho de formiguinha Abril 30, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
Tags: , , ,
1 comment so far

formiga e cigarra Ontem estava lendo um livro  e uma passagem em particular me chamou a atenção.  Tal parte falava sobre como ainda somos infantis e imaturos em relação a como conduzir nossas vidas. Segundo o autor, prefirimos crer em soluções fantasiosas povoadas por heróis e atos de coragem sublime que simplesmente aceitar o fato de nossa salvação está no trabalho de “formiga” diário (me refiro a salvação moral sem me ater a qualquer aspecto religioso).

Como no conto da formiga e a cigarra, feliz são aqueles que aprendem que o trabalho dignifica o homem, sendo o conceito de trabalho, aqui abordado, mais amplo que simplesmente fazer algo por salário.  Nossa estrada de paz é feita de pequenas atitudes diárias, de um esforço cotidiano de sempre fazer o bem e controlar nossos instintos.  São nos pequenos gestos de sorrir quando se está triste, de não responder uma ofensa, de não ficar nervoso com um pequeno problema e  etc… que reside o grande trabalho que nos leva a um vida moral feliz.

Muitos crêem na visão do sacrifício heroíco. Acreditam que podem seguir a vida sem se preocupar, pois em determinados momentos irão se expor a um esforço homérico e tudo estará salvo.  Esses esforços,  por exemplo, são as tolas crenças de que basta ir a igreja que a “dívida” estará paga, que o sofrimento extremo leva o ser a purificação de seus atos, e todo esse tipo de besteirol.  Eu discordo completamente disso, pois reforça a tese que “uma vela compra sua tranquilidade moral”. Esse mesmo tipo de gente, vive uma vida de contradições, porém, como vão sempre a algum lugar, ou fazem um gesto de doação, ou algo do genero,  tudo fica bem e é como se nada tivesse acontecido. Mas ao serem fechados no transito não hesitam em gritar impropérios, não sedem um lugar no metrô para um idoso (chegam fingir que estão dormindo), são racistas ao extremo, traem suas esposas, etc.

Para mim, a liberdade e paz advem das pequenas coisas, dos pequenos exercícios diário imperceptivel. Creio que seja a hora de abrirmos mão desta visão de grandiosidade e esforços herculanos e começarmos a ver que um bom caminho é prestar atenção no minimo. Um bom começo pode ser dar bom dia ao seu vizinho.

Cuidado que a anorexia vai te pegar Abril 29, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
2 comments

Manequins parecendo genteVou pedir licensa para tratar de assunto que vem me assustando muito neste último tempo: a anorexia. A anorexia é uma doença onde a pessoa tem uma visão deturpada de si e com isso entra numa mania de magresa excessiva que pode levar a morte.

Por este dias soube que uma prima minha está com esta doença e que meus tios estão passando um grande sufoco e estão apavoradas com a hipotese da morte da menina.

Não é de minha indole ou linha de conduta procurar culpados nem realizar transferencia de responsabilidade. Sei que em grande parte a origem da doença vem de valores tortos provindos dos próprios pais (de novo a causa de tudo é a familia, percebe).  Mas outra grande parte da culpa, vem da nossa sociedade que adotou um esteriotipo irreal de beleza, onde a mulher tem que ser um cabide humano, como as manequins da foto.  Exemplos disso não faltam, basta ligar a televisão e assistir a meia-hora que você verá “belas” atrizes anorexicas, modelos super famosas anorexicas, etc.

A pouco tempo, uma empresa de comestico no Brasil, lançou uma brilhante campanha, onde o tema era a beleza natural. Apareciam mulheres gordinhas, de cabelos crespos, etc.  Entretanto, parece que a industria da moda não se sensibilizou e a ideia ficou so no marketing.

Estamos frente a uma epidemia desta doença. As meninas, até meninos também, são bombardeados com estes tipos magros doentes, que nos são vendidos como o ser ideal e perfeito, a todo momento.  Imagine então quando estes estimulos encontram ecos dentro de uma familia desestruturada…. Faz um bom estrago. Por isso faço um apelo a todos, principalmente as adolescente: PAREM !!!  Não existe coisa mais linda do que uma mulher com formas generosas. Com bochecas coradas…. Magreza só serve para manequins que são cabides humanos…

Por favor, acordem e vejam que estamos nos matando ao achar que isso não é sério e que não existe um epidemia lá fora de anorexia.

Pais Perfeitos existem ? Abril 29, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
Tags: , , , ,
add a comment

Familia, imagem escatologica

Hoje recebi um texto super interessante, cujo o autor dizia ser uma educadora a qual não me lembro o nome. Não o reproduzirei aqui pois gostaria de seguir a idéia que a leitura dele me trouxe e não sua interpretação em si.

Sempre em torno da questão da família, vejo hoje o quão danoso vem sendo nosso comportamento moderno para com nossas crianças. Hoje, buscamos um paradoxo de perfeição e excelência em tudo que fazemos, inclusive na atividade de pai (ou mãe). Não admitimos, em hipotese alguma, críticas que mostrem claramento nossos pontos fracos, ainda mais se este for o oficio de ser pai.

É claro que isso decorre de nossa arrogancia e prepotencia assumida ao longo dos tempos. Como nunca antes, temos conhecimento, dominio sobre diversos aspectos naturais, somos senhores de nossos destinos. Como nunca antes, ao contrario das previsões feitas nos desenhos dos Jetsons, trabalhamos mais do que antes, mesmo com diversas coisas para facilitar. Somos a máquina perfeita, não podemos falhar, imagine então, se poderíamos falhar na tarefa mais elementar que é de criar nossos filhos. JAMAIS !!!

A partir disso, nos posicionamos com força total contra qualquer um que desafie nossa perfeição paternal.”Quem pensa que é a fulaninha professora para dizer que meu filho não tem educação ?” Mal sabe o autor desta frase que o filho apenas segue seus passos, imitando, espelhando-se no sujeito que profere palavrões no transito, joga lixo no chão, ri da desgraça alheia, etc. Falo isso com propriedade… minha mãe é professora e conhece bem todas essas aberrações. Ouso dizer que se ela quisesse escreveria um livro digno de uma comédia dantesca.

Mas aonde desejo chegar com tudo isso ? Simples: estamos esquecendo que faz parte da natureza humana não ser perfeito, ou seja, errar. Entretanto, a beleza da coisa, é como nos posicionamos em relação a falha. Os inteligentes culpam os outros, os ignorantes ficam agressivos, os sábios veem nisso uma oportunidade de crescer, logo, assumem o erro e suas consequencias, se desculpam e seguem em frente. Logo, voltando ao nosso exemplo da professora, um bom pai, iria conversar com seu filho, perdir desculpas a professora, e tentar junto de sua criança aprender a melhorar.

Acreditar e agir Abril 28, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
add a comment

Transcrevo abaixo um texto muito interessante sobre a questão de como podemos nos posicionar para alcançarmos nossos objetivos.  Desconheço o autor.

 

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas, imaginando uma forma de chegar até o outro lado, aonde era seu destino. Suspirou, profundamente, enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente, percebeu haver letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.

Num dos remos estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro, AGIR. Não contendo a curiosidade, perguntou ao barqueiro o motivo daqueles nomes nos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito ACREDITAR, e remou com toda força. O barco começou a dar voltas, sem sair do lugar. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito AGIR, e remou com todo vigor. Novamente, o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo, e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

O barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de AUTOCONFIANÇA. E a margem é a META que desejamos atingir. Para que o barco da AUTOCONFIANÇA navegue seguro e alcance a META pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: ACREDITAR e AGIR.

Não basta apenas ACREDITAR, senão o barco ficará rodando em círculos, é preciso também AGIR para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa META. Impulsione os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais, e não se esqueça que, por vezes, será preciso até remar contra a maré.

  Espero que tenham gostado do texto. Em breve irei postar umas coisas sobre atitudes aqui.

Qual é o real valor das coisas ? Abril 28, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, natureza humana.
Tags: ,
add a comment

Continuando na linha que tenho seguido nos últimos escritos, gostaria de hoje trazer um texto que recebi de um colega sobre uma questão bastante interessante: o valor que damos a certas coisas e nosso apego irracional ao elas.

Leia o texto abaixo:

A captura dos macacos

A historia é muito antiga, mas não menos curiosa.

Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:

1) Pegam uma cumbuca de boca estreita;

2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos, afastam-se e esperam.

3) Após isso um macaco curioso desce;

4) Enfia a mão. Apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.

Surge um dilema: se largar a banana sua mão sai e ele pode ir embora livremente; caso contrário, continua preso na armadilha.

Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento.

Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.

Fácil demais…

O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão… Parece ser uma insanidade largá-la. Essa história é engraçada, porque muitas vezes, fazemos exatamente como os macacos.

Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou alguém que não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro? Os casais com relacionamentos completamente deteriorados, que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?

A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana – que apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto a panela.

Pelo texto podemos concluir que muitas vezes colocamos nossas vidas em risco por coisas que nos parecem caras. Mas a pergunta é : “São mesmo importante essas coisas ?” . Essa resposta não me cabe responder pois somente cada um pode se questionar.

Mais uma vez, mais um texto, no mostra o quanto temos que repensar nossa maneira atual de conduzir nossas vidas. Será que nossa sociedade, tão evoluída tecnologicamente, não está regredindo em aspectos como emocional, social, religiosos, etc ?

Bem vos deixo hoje com este questionamento a fazer.

O outro pilar: As amizades Abril 27, 2008

Posted by aoqfonseca in Uncategorized.
add a comment

Escutei do meu pai ontem que nossa história será contado pelos outros. Esse comentário surgiu depois que falavamos sobre a questão de cultivar amigos. Essa frase acabou ecooando alto em minha cabeça e invariavelmente me levou a viajar sobre o tema.

Já um certo tempo, em meus textos aqui neste blog, venho me debruçando na questão do ser humano, suas bases e na forma que ele se coloca na sociedade hoje. Acredito, que a base da sociedade sustentável moralmente seja um tripé formado pela família, leis (em seu sentido purista, canonico), na relações sociais. Como já disse em outros textos, a família é o pilar central e o ponto de partida para tudo, é onde os valores básicos e primário se formam e é a base para toda formação moral do individuo. As leis, quando digo isso não refiro a códigos e sim ao aspecto de regencia de relações a fim de promover a boa convivencia e direito a vida digna, são a linha que vão ajudar a costurar a trama social, pois por meio dela que teremos definido as formas que as relações fora da família serão estabelecidas e regidas.

Por fim, não menos importante, existe a questão das relações sociais ou, sendo simplista, nossas amizades. Tomando como ponto de partida a frase que meu pai me falou, gostaria de amplia-la um pouco e dizer que nossa história será contada por nossas relações sociais. Como quase tudo, as primeiras linhas de nossa biografia é definido pela familia, nossa primeira relação social. Depois, com o envelhecimento e amadurecimento, aos poucos, nossas relações sociais vão extrapolando e adquirindo novas fronteiras.Os nossos conhecimentos feitos ao longo da vida vão continuar a nossa biografia.

As amizades em particular vão acabar sendo os maiores autores de nossa história. Logo, mais do que nunca devemos dar a elas a atenção justa a fim de que nossa biografia não fique curta por falta de autores, nem confusa, pelo excesso deles e de suas superficialidades de conhecimento do assunto.

Oque vejo hoje é o crescimento exponencial do individualismo onde até este aspecto, a amizade, vem sendo golpeado duramente. O homem atual, já não se relaciona, ele vive em seu casulo e usa da tecnologia para simular este estimulos que se destroem. As amizades, companherismo, etc não está na moda, hoje, o bom é viver só e sem apegos ou elos com ninguém. Entretanto, o conviver é uma necessidade e acaba sendo suprimida por relacionamento superfiais e relampagos que saciam o ser no momento de forma a que tenha forças para seguir só até a próxima dose.

De forma a concluir, digo que hoje assisto ao fim das bases do humano social, onde a familia é dissolvida, as leis esquecidas e as amizades são superficiais e guiadas por interesses práticos. Sinto que nós damos um passo em direção ao abismo e parecemos está feliz com isso, sem darmos conta do risco que isso representa. Peço a volta dos valores já esquecidos onde tinhamos o nosso amigo de infancia que levavamos até a nossa morte e quem sabe apos ela.

Texto do Max Gehringer Abril 23, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia, Trabalho, família.
Tags: , , ,
1 comment so far

Tomo a liberdade de transcrever um texto que li do Max Gehringer, pois o acho pleno e muito importante para todos nós.

JESUS ERA ….. PERIPATÉTICO

(Max Gehringer)

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários.Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: ‘Para poder ensinar, antes é preciso aprender’ (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).
Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional – botar todo mundo numa sala – não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho. Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira.

Aliás, pensou alto: – Jesus era peripatético…

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto – disse a Laura.

- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo – emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.

- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento – ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.

- Mas eu até vejo uma razão para isso…

- Que é isso, Sales? Que razão?

- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.

- Não diga!

- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia…

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando: — Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas…

Por que vocês estão me olhando desse jeito?

- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem…

- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.

Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz.

Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico… Mas que cara é essa?… Peripatético quer dizer ‘o que ensina caminhando’.

E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário.Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.
Finalmente, aprendemos. Duas coisas. A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

(Artigo escrito por Max Gehringer publicado na Revista VOCÊ SA.)

Reforço Positivo Abril 21, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
Tags: , , , ,
5 comments

Zapeando pela tv, acabei vendo um programa no Canal Ideal, da TVA, sobre a questão da ética e jornalismo. Neste programa estava sendo entrevistada uma psicologa, que me fugiu o nome, de certa forma famosa e que tem alguns livros escritos sobre diversos assuntos.

Ela trouxe a pauta um assunto que sempre me chamou a atenção, que é a questão do reforço positivo. Reforço positivo, como eu defino, é quando o foco de nossa atenção vai para coisas boas, positivas, ao contrário de reforçamos o aspecto ruim ou negativo.  Como exemplo, posso citar um situação interessante: um primo tevo seu carro roubado. Ao contrário dele se revoltar e ficar lamurioso, ele focou no positivo. Mentalizou que aquele era o momento de trocar o carro e comprar um determinado modelo que ele queria muito.  Não sei como a situação se desdobrou, mas percebi que com aquela postura pareceu-me que o fato em si perdeu a força. Sei que muitos podem dizer que isso é balela. Entretanto, o ponto que desejo chegar é que ao reforçar o aspecto positivo das coisas, mudamos a nossa sintonia e acabamos por verificar a situação sobre uma nova abordagem.

Voltando  a entrevista da psicologa,  o assunto trasncorreu em volta da questão do foco da midia nos fatos.  Como exemplo ela citou o caso do atirador do cinema em São Paulo, onde os jornais gastaram interminaveis minutos em detalhar a vida do assassino e esqueceram do menino que saltou sobre o atirador fazendo o parar.  SEndo assim, expos ela, tendo o foco no negativo, acabamos por mostrar,  que o famoso é o mal.

Sinto, assim como ela, eu acredito, que o mundo está carente de heróis, sendo que, no dia a dia, existem milhões de pessoas executando atos de heroísmo e não os vemos nos telejornais.  São pessoas, que se sacrificando, visão o próximo, e estão a cada dia salvando vidas.  Creio que este é o momento de adotarmos o reforço positivo e trazer estas pessoas para os holofotes, para que sirvam de exemplo.  Que virem personagem de novelas, ao contrario de personagens de chefe de milicia.

Acho que nunca como antes, sentimos tão forte saudades dos herois.  A questão é que eles estão aí mas a  midia prefere valorizar o vilão, pois acreditam, erroneamente, que gostamos mais da desgraça do que a graça.   Por isso, digo, que é hora de pensarmos e revisistarmos nossos intimos e quem sabe, promover uma grande mudança em nossas vidas.

Onde está a família ? Abril 21, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
Tags: ,
2 comments

De novo um fato nos jornais me pôs a repensar certas coisas da vida cotidiana.  Os noticiários tem dado amplo destaque ao mais novo fato da moda: a morte da pequena Isabella onde os suspeitos são o pai e a madastra. Não quero me por a analisar os fato e nem a emitir opniões sobre se creio na culpa deles ou não, mas gostaria de aproveitar o instante e revisitar um tema, que acredito já tenha falado: queria falar da família.Tenho visto um cruzada que tem como objetivo o fim da base fundamental, na minha opnião, da sociedade humana. Isso é em todos os lugares que olho : novelas, jornais, livros, entrevistas, etc.

A familia é a primeira sociedade do ser humano e através dela que nós aprendemos as primeiras regras de boa convivência.  Pelos pais, avós, parentes, vem os primeiros valores que vão se tornar a pedra fundamental sobre onde será construido nosso castelo moral. Neste momento que os exemplos que nos são dados, formam os primeiros nó da grande trama do que seremos. Disciplina, respeito, amor ao próximo, tudo isso, vem, sem sombra de dúvida, num primeiro momento, da família. Renegar isso, é simplesmente, delegar nossa tarefa a outros e culpar televisão, determinados programas, desenhos, etc, por uma possível disvirtuação é esquecer que a tarefa de educar é, também, no início, orientar e filtrar oque chega as crianças.

Vejo um monte de país perdidos, buscando ajuda em tudo que podem, por não saberem mais como criar os seus filhos.  Ao mesmo tempo, mergulham em trabalhos insanos, na desculpa de proporcionar um mundo melhor, e deixam a tarefa de educar para canais de tv, babas, etc.  Depois, gastam fortunas em psicologos para poder entende-los, sendo que se esquecem do básico, esquecem que o erro está lá trás… no momento que esqueceram da família.

Hoje um casal não pensa duas vezes antes de divorciar. “O importante é a felicidade própria, os filhos viverão melhor assim” – escuto muitos dizer.  Mas porque então casaram? Porque não conversaram durante o relacionamento antes de partir aventuras e amores diverso ? Onde está o bom e velho costumes e a capacidade de compreender e fazer sacrificios ? Não defendo que sejamos submissos e sim que defendamos a familia e suas bases, pois sem ela, é o caos.

Tudo que temos vivenciados, podemos, sem errar, associar como causa, em parte é claro, a desestruturação da familia. Mães solteiras; divorcios, pais sem amor ou por acidente, etc.

Precisamos resgatar velhor costumes e repensarmos no que estamos fazendo a nós mesmo e ao nosso futuro. Filho hoje é criado pela escola, pela tv, menos pela familia. Filho mata pai, mata mãe, pai mata filho, mãe mata filha, etc… tudo isso porque a familia como elemento básico e sagrado não existe mais.

Nã o vejo mais quase nenhuma família onde as refeições devem ser feitas juntas; onde se conversa…  O individualismos é geral. O pai chega em casa, vai ver jornal, o filho joga videogame no quarto sozinho e a mãe ou está junto do pai vendo jornal ou está no quarto dela vendo um DVD, novela, ou outra coisa.  Qual futuro terá essa familia e qual futura essa familia dará a criança ?

Não vou me estender muito, não sou um especialista, nem um bom exemplo, mas fica aqui minha visão das coisas e espero que possa tocar alguém.

Verdadeiro amigo Abril 9, 2008

Posted by aoqfonseca in Filosofia.
Tags:
add a comment

Hoje recebi um email com uma história que me fez pensar muito. Conta ela sobre um cachorro que ficou ao lado de seu companheiro (outro cachorro) atropelado numa grande avenida.  O surpreendente é que mesmo com todo o transito e o risco de morrer também o cãozinho não abandonou o amigo em hipotese nenhuma: rosnava, latia e por vezes, com sua patinha, tentava “acordar” o amigo morto.

Atualmente venho assistindo a dilapidação da família, da amizade, etc.Essas coisas são os pilares de nossa sociedade e as conseqüências é o que vemos todos os dias noticiários: pais que matam filhos, filhos que matam pais, amigos que mata amigos, roubos, corrupções, desrespeitos, etc.

Creio que seja a hora de aprendermos com esta pequena criatura e nos pormos a repensar nossa conduta. Creio que seja a hora de lembrarmos que a vida não é só os nossos interesses e sim o bem coletivo. Não digo que devamos anular-nos, mas não podemos pensar que estamos bem sem nosso próximo está destruído.
Falo em termos atitudes que vão além de caridade simples. Estou falando de voltarmos a sermos humanos, voltarmos a cultivar nossas amizades, nossos laços, criando uma base sólida que nos permitirá sobreviver a essa selvageria presente