Escolhas Maio 29, 2007
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Por vários momentos na vida somos colocados de frente a situações que nos impelem diversas escolhas a serem tomadas. Essas escolhas podem ser simples ou complexas, determinando o rumo que a vida pode tomar diante elas. Parte destas situações nos põe a decidir por um sentimento que pode ser ódio, vingança, perdão, amor, etc, e esta decisão pode nos libertar de uma situação ou não.
A vida é feita sempre de escolhas: sempre é apresentando caminhos que se bifurcam, por vezes em mais de duas opções. Escolher parece ser a grande atividade que o ser humano desempenho nesta jornada e diante tantos vezes que a fazemos é normal que possamos nos enganar ou permanecer em dúvida sobre qual rumo seguir. Infelizmente, não existe um manual, um padrão no qual se possam basear todas as decisões, pois, o motivo que leva a um caminho bom hoje pode levar para um caminho ruim em outro momento. Enfim, cada situação é única em relação as anteriores onde apenas existe a ajuda da experiência adquirida.
A coisa tende a piorar quando as decisões envolvem sentimentos. Os sentimentos são coisas de natureza não-racional e por isso, não possuem lógica e muitos meios de controle sobre si. Junto a isso ainda existe, em grande parte das vezes, a pressão do momento e o envolvimento que impede uma visão ampla do todo. Escolher algo neste contexto e fazer a escolha certa parece ser uma tarefa impossível. Entretanto não é.
Contradizendo, em parte, o dito no segundo parágrafo, na questão dos sentimentos, existe de uma forma um tanto sutil de guiar-se: sempre que necessário, seguir pela estrada dos sentimentos nobres parece, na maioria das vezes, dar bons resultados. Mas é importante perceber que isso não quer dizer ter um comportamento de submissão e sim pautar toda sua ação em coisas próximas ao amor fraterno, pois, por vezes, o próprio amor impele a ser duro com alguém.
Por concluir, é possível dizer que escolher é uma tarefa difícil, mas não se pode fugir dela. Sendo assim, fica a tarefa de sempre que possível tomar a melhor decisão e quando esta envolve sentimentos guiar-se pelo amor parece ser a rota mais certa.
Um pouco de polêmica Maio 26, 2007
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Há pouco tempo atrás, durante uma conversa com uma pessoa ao telefone, nos pomos a debater a questão da fé e da religião. A conversa acabou tomando um rumo muito interessante e gostaria de estar compartilhando algumas conclusões.
Antes de qualquer coisa é importante ressaltar que não existe qualquer objetivo oculto em promover esta ou aquela seita, crença ou religião. A idéia aqui é de apenas mostrar um ponto visto, bastante pessoal, de um assunto tão interessante que é a religião.
A palavra religião, eu creio, vem do latim e tem como significado original o ato de se religar. Sendo assim, a religião, numa concepção simplista, é um “caminho” adotado pelas pessoas num intuito de se religar a divindade. Por definição, é uma construção humana, e assim sendo, carrega em si características humanas. Seguindo então uma lógica sofista, podemos com isso deduzir que, sendo o homem um ser imperfeito, as religiões podem conter inequívocos. Não afirmo que todas estão erradas, apenas, por lógica elementar, concluo que intrinsecamente elas possuem falhas e estas falhas podem estar em diversos aspectos desde uma interpretação até ao apoio de condutas execráveis de alguns membros.
Porém, a natureza humana, não apenas legou defeitos, mas também um pluralismo de pontos de vistas de uma coisa que acredito que seja única: Deus. Se olharmos macroscopicamente cada uma, vamos dizer que são coisas distintas. Mas, analisando suas estruturas fundamentais, seus pilares, seus valores, vamos perceber que no fundo todas são exatamente a mesma coisa, falam a mesma coisa, olham para mesma coisa. Todas, fundamentalmente, são galgadas no AMOR. Amor este sem os rompantes humanos, e sim um desapego maternal. Onde a felicidade do próximo sobrepuja de forma avassaladora a nossa felicidade.Desse amor, parte as ações como a caridade, cordialidade, tolerância, elementos este presentes e ditos a plenos pulmões em todas as religiões.
Enfim, acredito que ao abstrair os aspectos humanos de cada uma, acaba-se por ficar com a mesma essência, como o mesmo sentido. Sentido esse ditado pelo amor, sentimento esse libertador e forte o suficiente ao ponto de nos curar de todos os males.